[[legacy_image_11735]] A quarentena imposta pelo governador João Doria termina na próxima segunda-feira, mas a retomada das atividades comerciais dependerá do quadro de casos do coronavírus nas cidades da região. Reabrir os comércios gradualmente só quando o cenário estiver seguro e desde que medidas de bloqueio social não sejam prorrogadas pelo governador. A decisão foi tomada terça-feira (31), na quinta reunião do Comitê Metropolitano de Contingenciamento do Coronavírus na Baixada Santista. “Vamos avaliar a evolução do número de casos e manter contato com sindicatos e representantes dos setores de serviços. Abertura gradual só com a população em segurança”, diz o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Ele, que também preside o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana (Condesb), reitera que o comércio local continua fechado até dia 7. A data foi fixada pelo Estado para conter a velocidade de transmissão da Covid-19. Barbosa afirma que, a partir de sábado, os prefeitos se reunirão com diretores sindicais e de associações comerciais para criar um plano regional de retorno gradativo do comércio, desde que o cenário esteja seguro. Se houver possibilidade de abertura gradual, os setores prioritários serão definidos em conjunto. “É uma luz no fim do túnel. A cada dia o setor se parece mais com um paciente em estado terminal”, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (SinComércioBS), Omar Abdul Assaf. A retomada poderá ocorrer no instante em que autoridades sanitárias disserem ser o começo do pico da pandemia no País. Por isso. Barbosa explica que se analisará a evolução dos casos antes da eventual reabertura do comércio. Desde a semana passada, empresários têm realizado carreatas e se posicionado a favor da reabertura das lojas, para evitar o fechamento de empresas e demissões em massa. Na segunda-feira, Barbosa se reuniu com representantes de segmentos econômicos da Cidade para discutir a questão. Acelerar diagnósticos A demora na divulgação dos resultados dos exames para identificação ou não de coronavírus também retarda decisões do Poder Público, diz Barbosa. Os nove prefeitos afirmam cobrar do Estado mais velocidade. “Temos um tempo maior que o aceitável, o razoável, para receber os resultados dos exames”, aponta. Para reduzir custos, as nove cidades criarão uma espécie de consórcio para comprar insumos. As secretarias de Saúde mapearão as demandas regionais para estruturação completa dos leitos hospitalares em implantação. A ideia é que as vagas tenham os insumos e equipamentos necessários, como respiradores, em falta no mercado. “Pedimos prioridade [de respiradores] à Baixada Santista em razão das características da região e do grande percentual de idosos.” As secretarias de Educação vão estabelecer um calendário único para os municípios de retomada das aulas, a partir das definições estadual e federal. “Dificilmente teremos aulas em abril”, destaca Barbosa. A antecipação do recesso escolar e a readequação do cronograma de aulas devem ser finalizadas até sábado, quando os prefeitos voltarão a se reunir.