[[legacy_image_309632]] Mostrar a melhor aparência, agradecer pela vida e caminhar em paz são benefícios de rir. Que é bom soltar aquela gargalhada nos momentos de descontração, não é novidade. Os benefícios para a saúde mental e física, no entanto, vão muito além disso. Hoje, Dia Nacional do Riso, entenda por quê. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A psicóloga e psicanalista Luciene Dalla Valle explica que há três fatores para o riso ser benéfico: biológicos, psíquicos e sociais. Estudos indicam que a risada promove relaxamento muscular e libera neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina. Para a psicóloga Eliana Gardini, rir é essencial. Pacientes conseguem um tratamento mais eficaz por meio de atividades lúdicas nas quais haja momentos descontraídos. Em casos mais graves, como a depressão, a risada funciona como complemento a remédios e outros tratamentos. Mais leveO professor de História Tiago Talacimo, de 40 anos, afirma rir todos os dias. O morador de Santos procura rir do que é engraçado, das próprias histórias — não necessariamente, tão felizes — e com o cotidiano, para ajudar na tarefa de levar a vida com mais leveza. Aos 63 anos, a aposentada do Exército Lucineia Haiden, tia de Talacimo, acredita no mesmo. “Eu acho graça à toa. O riso, para mim, é leveza de vida. Eu acho graça das minhas brincadeiras, dos meus defeitos, tudo para mim é motivo de riso porque me faz leve”, afirma ela, que veio de Belém (PA) para visitar a Cidade. Vitor Carvalho, de 20 anos, também declara rir com frequência. Ele está sempre se divertindo com a mãe e a irmã, fazendo piadas e brincando com as situações que vive. Há os momentos de descontração e introspecção. Para a funcionária pública aposentada Célia Luciano, de 63 anos, ambos podem ocorrer com um sorriso. Ela acredita que retribuir à vida e às pessoas com uma atitude positiva faz bem. “Com a mesma frequência com que eu sorrio, eu choro também. Mas eu procuro sorrir para tudo, eu ando sozinha, eu olho, eu agradeço.” BenefíciosPsicóloga há 38 anos, Eliana Gardini encontra no riso ma forma de investir nas emoções. Com uma abordagem leve em sessões de terapia, ela conta que a psicologia positiva já é uma aposta de muitos profissionais. “A gente sabe que, emocionalmente, faz muito bem. Tratamos das ansiedades e das angústias pelo riso. Essa linha da Psicologia é relativamente nova e trabalha as emoções positivas. Uma das questões trabalhadas é o riso”, descreve. Mas como a risada acontece? Luciene Dalla Valle explica que o lobo frontal do cérebro decide o que é engraçado ou não. Na sequência, o sistema límbico gera o estímulo de resposta, e o córtex motor nos faz gargalhar. Luciene avalia que, além de reduzir o estresse, rir também melhoria o humor. É possível encarar acontecimentos com mais otimismo e conquistar um alívio mental para contornar situações difíceis. “Quando falamos da questão social, o riso também é uma forma de comunicação. Por meio dele, podemos interagir, trazer as pessoas para mais perto, fazer amizades. E também é uma comunicação social. Por meio dele, a pessoa vai entender se eu estou feliz, se eu vou tirar sarro dela, se ela vai gostar de mim. A depender do jeito que eu sorrio para ela, ela terá uma visão. Então, comunica um estado, um estado de humor”, menciona.