A partir desta sexta-feira (16), ao andar pelas ruas, o cidadão poderá dar de cara com propagandas eleitorais de candidatos às eleições municipais. Sendo assim, a Reportagem se antecipou e foi às ruas saber dos santistas o que a propaganda pode – ou não – influenciar na hora do voto e o que consideram pertinente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A estudante de Serviço Social Solange Maria Pereira Calixto da Silva, de 60 anos, que é deficiente física, disse querer ver nas propagandas um reflexo do que os munícipes precisam. “Como sou PCD, gostaria de ver mais sobre mobilidade. Eu moro numa região plana, mas gostaria de poder visitar outros lugares e ter essa mesma facilidade, que eu acho que falta”. Além disso, ela relata problemas ao utilizar o transporte público. “Os ônibus têm degraus muito altos”, salienta. Para alguns eleitores, a propaganda eleitoral é importante para saber mais sobre o candidato. É o caso do agente marítimo Roberto Vianna, de 29 anos. “Elas são indispensáveis. É a partir dali que o pessoal vai saber a intenção, as propostas de cada um”. Neste período, são comuns os ataques entre candidatos. Na visão de Vianna, essa estratégia está por fora: o importante é mostrar as propostas – mas com uma cutucada aqui e ali. “Eu acho que vale ressaltar não as falhas dos governos anteriores, mas, por exemplo, o que um prometeu e não cumpriu”. Para ele, a propaganda não influencia o voto. “Ele (candidato) pode fazer qualquer coisa, mas eu já vou com minha opinião formada”. Andressa: propaganda influencia, mas não toda ela; Adilson: já vai com uma pessoa certa para votar (Sílvio Luiz/AT) Os projetos Já a assistente de importação Andressa Aparecida da Silva, de 27 anos, crê que a propaganda influencia o voto, mas depende de qual. “Acredito que a propaganda influencia, o santinho não. Eu não olho, não leio, descarto na hora”, afirma. “É uma boa propaganda aquela que expõe as ideias; os projetos que os candidatos têm em mente, isso é muito eficaz”. Em contrapartida, o entregador Adilson Gonçalves, de 59 anos, diz que a propaganda não influencia em nada seu voto. “Eu já vou com uma pessoa certa para votar. Já aprovo antes a ideia daquela pessoa”. Regras De acordo com a Justiça Eleitoral, a propaganda é permitida em lugares particulares. No caso de residências, estão liberados os adesivos plásticos nas janelas, desde que não ultrapassem meio metro quadrado. Já nos veículos, os adesivos são permitidos, desde que microperfurados até a extensão do para-brisa traseiro ou em outras posições, desde que não ultrapassem meio metro quadrado. Nas ruas e avenidas estão permitidas a colocação de mesa para distribuição de material de campanha e a utilização de bandeiras, das 6 às 22 horas, desde que não atrapalhe o andamento do tráfego e de pedestres. Os folhetos e adesivos devem ser editados sob responsabilidade dos partidos e/ou coligações, constando CNPJ ou CPF do responsável pela confecção. A propaganda eleitoral nas rádios e na tevê começa em 30 de agosto e vai até 3 de outubro, no primeiro turno. Já no segundo, de 11 a 26 de outubro.