[[legacy_image_292422]] Diariamente, dezenas de caminhões de coleta de lixo circulam pelas cidades da região, carregando detritos de todos os tipos: domiciliar, de limpeza das praias, dos canais, das galerias, das ruas e avenidas, e do fim das feiras livres. É um trabalho desenvolvido por margaridas, coletores, pessoal de varrição, ajudantes gerais e outros profissionais da limpeza, que entram em campo desde as primeiras horas do dia. Não é um trabalho fácil. Assim conta Cícero Campos Ribeiro, encarregado de Operações da Terracom, responsável pela limpeza urbana em várias cidades da Baixada Santista. Em 26 anos de empresa, Cicero já passou por quase todos os setores. “A gente vê muito lixo jogado nas ruas e avenidas próximo a pontos de ônibus, colégios, shoppings, enfim, lugares de mais circulação de pessoas”. Na coleta domiciliar, Cicero aponta cuidados que precisam ser observados pelos munícipes: “A gente tem muita preocupação com materiais perfurocortantes, como vidro, agulha, pedaços de vasos. As pessoas devem ter consciência de, ao descartar o vidro, por exemplo, colocar o material dentro de uma caixa ou embalar com papel e sinalizar que ali há objetos cortantes. Todos usam luvas protetoras, mas reforçar os cuidados é a certeza de que ninguém se machucará”. ReconhecimentoCleide Silva Novaes tem 37 anos e é margarida. Há cinco está na empresa. Ela observa que o respeito e a admiração por seu trabalho vêm aumentando. “As crianças e os idosos, em especial, têm bastante admiração. Isso nos enche de orgulho. Muitas vezes, eles esperam nas portas de suas casas a gente passar só para dar um bom dia”. Cleide observa em seu trabalho que, muitas vezes, o munícipe não tem com a Cidade o cuidado que deveria. “Vejo que, muitas vezes, a sujeira é jogada na rua a poucos metros de uma lixeira, ou seja, era só ter um pouco mais de cuidado”. O lixo jogado irregularmente em ruas e vias públicas acaba entupindo as galerias e favorecendo os alagamentos em dias de chuva. DesperdícioO coletor Marcelo França Gonzalez trabalha na Terracom há apenas dois anos. Ele observa que há bastante descarte de alimento no lixo. “O pessoal joga fora muita comida, com tanta gente passando fome”. Marcelo está certo. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o Brasil desperdiça 27 milhões de toneladas de alimentos por ano. Acredita-se que 80% do desperdício acontecem no manuseio, no transporte e nas centrais de abastecimento, mas muito também é jogado no lixo domiciliar. “Nós fazemos a nossa parte. Trabalhamos com muito amor, carinho e orgulho para deixar a cidade limpa”. MensagemO encarregado Cícero faz questão de passar uma mensagem de conscientização para a população: “Nós temos o nosso planeta, que é a nossa casa, e a gente tem que cuidar dele. Não se pode jogar o lixo na rua, descartá-lo de forma irregular. O lixo vai acabar chegando aos rios e mares. Obedeça aos horários de coleta domiciliar, colocando o seu lixo na rua uma hora antes de o caminhão passar. Quando esse lixo é recolhido, damos a destinação correta a ele. A gente se preocupa muito com o meio ambiente”. Com bom humor, o ajudante geral Paulo Roberto Vilar da Silva enfatiza: “Lixo no lixo, cidade no capricho. É a casa da gente. As praias são nosso cartão-postal”.