Órgão que representa farmácias, por exemplo, foi contatado. Objetivo: evitar falta e encarecimento de itens (Rogério Soares/AT) O Procon-SP pede formalmente a associações de empresas varejistas de alimentos, bebidas, remédios e distribuidores que orientem suas representadas a agilizar a reposição e reforçar os estoques de produtos no Litoral. É uma medida preventiva à eventual falta de produtos e ao possível aumento de preços ao consumidor. O objetivo é ajudar moradores e turistas e prevenir eventuais aumentos abusivos de preços em meio ao surto de gastroenterocolite. Entre as mercadorias para as quais se dá atenção, constam medicamentos, água mineral e bebidas isotônicas. O Procon notificou a Associação Paulista de Supermercados (Apas), o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad). “A nossa preocupação é que este aumento inesperado no consumo de água, bebidas isotônicas e medicamentos está acontecendo logo no início da temporada de verão, época em que já há, normalmente, uma elevação de demanda por estes itens. Por isso, é essencial que as empresas varejistas e as distribuidoras reforcem os estoques em seus pontos de venda nas cidades litorâneas”, diz o diretor Executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti Filho. No Brasil, não há tabelamento de preços, mas o aumento abusivo pode ser alvo de denúncia no Procon-SP. Também é possível registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia ou buscar a Justiça. Os registros dos casos que o consumidor considerar uma infração aos seus direitos, como recibos, notas fiscais, fotos e outros elementos, como propagandas, ajudam na comprovação da prática irregular, diz o órgão.