[[legacy_image_312531]] Não há qualquer dúvida sobre a diferença entre o ‘antes’ e o ‘depois’ da Rua XV de Novembro, no Centro Histórico de Santos, cujas obras de revitalização e reurbanização foram entregues pela Prefeitura de Santos na última quinta-feira. Novo pavimento, nova rede coletora de água da chuva, bloqueio para o trânsito de veículos, privilegiando o pedestre no trecho entre as ruas Frei Gaspar e Riachuelo, floreiras nos postes e rampas de acessibilidade nas esquinas compõem um cenário que favorece e estimula a circulação a pé, o happy hour após o expediente e a apresentação de música ao vivo nos bares e restaurantes da via. Todos esses elementos se somam a outro que já fazia parte dessa via e que lhe conferia um status diferenciado: não há fiação aérea, os postes estão livres e não mais polui o espaço aéreo. Esta semana, o tema ganhou espaço nas redes sociais da comunidade santista porque a Rua Azevedo Sodré, no Gonzaga, foi totalmente liberada ao trânsito depois de seis meses de obras. Também ali, a Prefeitura renovou a camada asfáltica, promoveu o nivelamento de poços de visita e implantação de sinalização vertical e horizontal. Segundo a Prefeitura, a revitalização dessa via tinha por objetivo fortalecer sua vocação comercial e impulsionar o desenvolvimento urbanístico, econômico e social da Cidade. Diferentemente da Rua XV de Novembro, porém, a fiação aérea foi apenas parcialmente aterrada, permanecendo nos postes o cabeamento da rede elétrica. Houve queixas – e muitas – de santistas que esperavam para a Azevedo Sodré o mesmo tratamento da XV de Novembro. É fato que embutir toda a fiação leva tempo, é complexo e demanda muitos recursos, no entanto, é um movimento que não pode sair do radar, e não só no Gonzaga, mas em toda a Cidade, especialmente nas vias mais densamente ocupadas por comércio. Em alguns trechos da própria área central, chega a ser perigosa a exposição de fios em altura baixa ou emaranhados em postes, uma cena que não só prejudica os comércios como polui o espaço aéreo. Importante destacar que já existe lei municipal, aprovada em 2019, do então vereador Braz Antunes, que prevê o aterramento da fiação de forma escalonada, condição bastante favorável ao planejamento orçamentário da Prefeitura e das empresas concessionárias que exploram serviços elétrico, de telefonia e internet. A fiação aérea polui o ambiente urbano e, a exemplo do vivenciado na Capital, pode representar risco de apagão em temporais que derrubam árvores sobre o cabeamento. Sim, é preciso planejar a totalidade dos serviços de tal maneira que não onerem o poder público para além de sua capacidade financeira, e não representem para as empresas motivo para estender esses gastos às tarifas do consumidor. Porém, é imprescindível criar essa agenda definitiva e perseguir sua execução. Até lá, é preciso combater os abusos promovidos pelas concessionárias e mitigar a poluição que elas promovem em muitas vias da Cidade.