[[legacy_image_129320]] O advogado trabalhista Raphael Meirelles, de 39 anos, foi eleito presidente da Subseção de Santos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Santos) e vai comandar a entidade de 2022 a 2024. Ele encabeçou a chapa da situação, chamada Inove OAB, com 44% da preferência dos profissionais aptos a votar (recebeu 1.961 votos). Meirelles assume o cargo em 1º de janeiro e traz na bagagem a experiência de ser tesoureiro na atual gestão. Ele visitou o Grupo Tribuna nesta segunda-feira (29)e foi recebido pelo diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini. Na ocasião, falou sobre planos e metas a serem desenvolvidos em seu mandato. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A chapa da qual o sr. faz parte se chama Inove OAB. Quais as inovações que serão trazidas durante o seu mandato? A Inove veio com uma proposta de melhorar cada vez mais a gestão que existe. Uma delas é informatizar, digitalizar todos os processos da Comarca de Santos. Transformar todos os processos físicos em digitais. Essa é nossa proposta maior. Mas tem a questão da tecnologia, que é a comunicação mais rápida entre a instituição e o advogado. De que forma que vocês planejam realizar essa comunicação mais rápida? O que a gente sentiu, conversando com os advogados é que de várias ações que a OAB tomou, durante a pandemia, muitas pessoas não sabiam. Então, acredito que, aumentando o uso das redes sociais ou fazendo de uma forma mais visual e comunicativa, para que ele (o advogado) saiba o que estamos fazendo, (poderemos) criar canais digitais de aproximação. Vocês também falam de aproximação e auxílio aos jovens advogados. Como será isso? Nós sabemos das dificuldades que o jovem tem de ingressar no mercado de trabalho. Então temos duas formas: cursos e palestras para ensiná-los a angariar clientes, administrar o escritório. E tem a forma física, que é aparelhar a OAB com o suporte do que ele (o profissional) precisa. Nós já temos, hoje, salas de audiências virtuais. Pretendemos aumentar e melhorar esse mecanismo. Quais os planos para advogados que já estão no mercado? Para as mulheres, queremos criar um canal digital que se chama Comunica Mulher. Ele servirá para saber o dia a dia e os problemas pontuais que elas vivem. Conversando com advogadas, percebemos que não são os problemas que os homens vivem. Isso me fez ter um olhar para esse lado feminino, que precisa de um acompanhamento. Vamos criar um canal digital para isso. E para os advogados mais velhos? Para os mais experientes, a gente tem o C@D do Idoso, que é para alguns advogados que já encerraram seus escritórios, que é o Centro de Apoio Digital ao Advogado Sênior, com um funcionário exclusivo para ajudá-los lá. Esse Centro de Apoio já existe, mas não tem um espaço específico para ele. Outro projeto que a gente começou de forma pioneira e vai continuar é a entrega de medicamento na residência dos advogados, que é muito utilizada pelos idosos, para que ele não precise se deslocar até a farmácia da OAB. Muitas vezes, as ações tramitam de forma muito demorada, o que é ruim para o cliente e também para o advogado. Vocês podem fazer algo em relação a isso? As nossas duas propostas para isso: uma é a digitalização de todos os processos, vai fazer com que eles andem mais rápido. E tem a Inteligência de Dados Colaborativa, que é pegar os dados de cada tribunal e saber quais são os problemas de cada vara. Às vezes, é a falta de um funcionário, a falta de estrutura, a gente quer saber exatamente qual o problema específico de cada vara que está com problema. Para a OAB tentar fazer essa diligência com o tribunal, expondo a situação. Essa base de dados vai ajudar o tribunal e, claro, o processo vai andar mais rápido. E gestão participativa? O que a gente pretende implementar mais na gestão são os jovens. A gente sabe que há um grande número de jovens que, às vezes, têm a imagens que a subseção é muito distante deles. Inclusive, já temos um conselho institucional com ex-diretores e ex-presidentes e, agora, vamos criar o conselho dos jovens para nos aproximarmos e saber quais são os problemas pontuais deles. Essa questão da gestão colaborativa também envolve o jovem e deixa a casa aberta para todo mundo que quiser opinar e fazer parte da gestão. Independentemente de grupo, a eleição acabou, e agora somos todos advogados e somos todos advocacia. Quais são os trabalhos desenvolvidos voltados para a comunidade? Temos dois convênios, que são com o Cadoj (Coordenadoria de Assistência Judiciária Gratuita e Orientação Jurídica ao Cidadão), com o Município; e com a Defensoria Pública, feito com o Estado. Inclusive, a gente conseguiu um reajuste de mais de 10% na tabela dos honorários para fomentar os advogados a se inscreverem e poderem auxiliar a comunidade. Além disso, pretendemos fazer muitas ações sociais com outros órgãos e instituições filantrópicas para a OAB levantar essa bandeira e ajudar a comunidade como um todo, aproximando a OAB do cidadão.