[[legacy_image_69703]] Os atrasos na travessia Santos - Guarujá estão com os dias contados. Pelo menos é o que garante o diretor-presidente da Dersa, Milton Roberto Persoli. Segundo o executivo, a partir de julho, o sistema volta a operar com seis balsas para carros e duas mistas (bicicletas e pedestres). “A 11 (embarcação) até o fim de junho, início de julho, deve sair (voltar a operar). A 18 até o final de julho. Com isso, voltamos a ter uma operação mais eficiente”, explica o executivo. Atualmente, a Dersa está operando com quatro balsas para carros e duas mistas. Outras seis estão paradas no estaleiro, que fica no lado de Guarujá. A Tribunavisitou as instalações e verificou que o trabalho de manutenção está sendo realizado. “No contrato feito na gestão passada, no fim do ano, as empresas prestadoras de serviço trabalhavam de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Nós mexemos nisso. Agora, elas operam 24 horas, todos os dias, escalonando”. Questionado se a alteração gerou mais custos, Persoli afirmou que a Dersa está respeitando o limite de 25% nas alterações de contratos. O valor alterado não foi informado. São quatro contratos, cada um com uma empresa diferente. “Até setembro, teremos todas (12) as embarcações disponíveis. Elas retornam para a operação reformadas, cascos refeitos, motores novos. Hoje trabalhamos no limite da nossa capacidade, por isso que tem esses picos de atraso. Aumenta o volume de carros, você precisa colocar mais frota. Mas hoje não temos nem o que colocar, só tiramos para restaurar. Antes, arrumavam com oaraminhoe colocavam para rodar”. O presidente da Dersa diz que o momento atual é corretivo. Mas, com a frota completa, a empresa poderá fazer um plano de manutenção preventiva. “Estamos fazendo a preventiva durante o dia ou à noite para evitar ao máximo problemas no trânsito”. Obras na Ponta da Praia Nos últimos dias, muitas queixas foram feitas por motoristas que tentavam fazer a travessia de Santos para Guarujá por conta das obras na Ponta da Praia. Nem mesmo as alterações no trânsito surtiram efeito. Persoli garante que a Dersa tem feito o possível para minimizar os problemas. Afirma que o entendimento com a Prefeitura de Santos é ótimo. “Vamos propor para a Prefeitura que desative o ponto de táxi da (Avenida)Rei Alberto e coloque do outro lado. Assim, conseguimos utilizar aquela baia para acomodar a fila prioritária. Durante a semana o prioritário não tem problema, mas no fim de semana complica”. Desativar pontos de ônibus temporariamente também é uma saída. “Tenho um pouco de experiência nisso, em São Paulo (ele presidiu a CET-SP no último ano). Deslocar o ônibus pode ser uma ideia, mas é sempre mais complicado. Ponto de ônibus, táxi, lombada e feira, todo mundo quer, mas não na porta de casa. A pessoa faz o pedido, mas na hora que vê montando, não quer mais”.