A privatização da Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo (Sabesp), concluída na semana passada pelo Governo do Estado, traz promessas aos municípios paulistas. Entre eles, os da Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O primeiro deles já está em vigor. Os novos valores foram aplicados na faixa básica (consumo mensal de até dez metros cúbicos, ou mil litros) em todas as categorias e abrangem todos os consumidores. As tarifas social e vulnerável, que contemplam cadastrados no CadÚnico, foram reduzidas em 10% na faixa básica de consumo. No entanto, todos os clientes tiveram diminuição, com queda de 1% na tarifa residencial e de 0,5% nas demais, como comercial e industrial. Conforme a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, 983,5 mil imóveis foram beneficiados na região. “A prioridade do novo contrato são a expansão e a melhoria dos sistemas de água e esgoto para universalização dos serviços nos municípios da Baixada Santista, visando a atingir a meta do novo modelo de concessão: 99% na cobertura de água, 90% na cobertura de esgoto e 90% de tratamento de esgoto. Estão estimados investimentos de R\$ 7,3 bilhões até 2029, conforme os estudos do processo de desestatização”, diz a secretaria, em nota. Ainda de acordo com a secretaria, também estão previstos pela Sabesp empreendimentos para aumentar a capacidade de manter o abastecimento de água, como centros de reservação em Bertioga, Peruíbe, Santos e Guarujá e uma nova adutora subaquática ligando o sistema de Santos ao Distrito de Vicente de Carvalho, que vai ampliar a oferta em Guarujá. “A Sabesp esclarece ainda que, por causa da baixa incidência de chuvas e das temperaturas neste inverno atípico, estão sendo registradas variações na pressão da água em Guarujá e Vicente de Carvalho. Para reduzir os reflexos à população, são adotadas medidas técnicas, como o reforço no abastecimento por uma tubulação subaquática ligada ao sistema de Santos e a disponibilidade de caminhões-tanque aos imóveis com caixa-d’água”, acrescenta a secretaria estadual. Expectativas locais As cidades da região têm expectativas individuais quanto à privatização da Sabesp. Santos, por exemplo, espera a “ manutenção dos compromissos firmados em contrato e a ampliação do atendimento nos morros, Zona Noroeste e na Área Continental. Outro ponto importante é o comprometimento com a melhoria na qualidade das obras executadas na Cidade e manutenção da taxa de serviço baixa”. São Vicente também confia na universalização do saneamento (100% da população atendida com rede de água e esgoto). A Cidade lembra que o contrato em vigor é o de adesão à Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Saneamento (Urae 1 - Baixada Santista), com gestão conjunta do Estado e fiscalização da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado (Arsesp). Guarujá avalia que “o objetivo de resolver os problemas recorrentes de desabastecimento em Guarujá e Vicente de Carvalho só será possível se a Cidade contar com um sistema de reservação de água compatível com a quantidade de consumidores” e projeta que, com a privatização, “todos os moradores de Guarujá e Vicente de Carvalho passem a ser assistidos pela Sabesp”. Praia Grande ressalta que se fizeram “contribuições e demandas da Cidade e do Conselho Municipal de Saneamento nos canais de consulta pública. Dessa forma, o contrato foi reajustado em relação à qualidade dos serviços prestados e à inclusão de novos investimentos”. A Prefeitura de Cubatão afirma ter em vigor um contrato de 30 anos com a Sabesp, assinado em 2020. “Com a privatização, espera que a empresa cumpra as regras do contrato firmado, que garante investimentos no município de R\$ 310 milhões para viabilizar a universalização do fornecimento de água e de 95% de esgoto coletado e tratado.”