[[legacy_image_12433]] Como forma de evitar o acesso de turistas às cidades da Baixada Santista no feriado prolongado do Dia do Trabalho (1º de maio) e manter as regras de isolamento social, os nove prefeitos da região pedem o bloqueio da descida pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). Um ofício assinado pelos chefes dos Executivos locais foi enviado na manhã desta sexta-feira (1°) ao governador João Doria (PSDB). Ainda não houve uma decisão nesse sentido. No documento, encaminhado via Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), os prefeitos destacam que a decisão foi tomada “diante da grande movimentação de veículos que utilizaram o Sistema Anchieta Imigrantes, na noite de quinta-feira (30), véspera do feriado do Dia do Trabalho (1º)”. Caso o pleito seja acatado pelo Palácio dos Bandeirantes, apenas moradores e pessoas que trabalhem nos serviços essenciais poderiam utilizar as pistas que dão acesso à região nesse final de semana. “Ontem (quinta-feira, 30) vimos pontos de lentidão nas chegadas aos municípios da Baixada Santista. Por isso, devido a necessidade de evitar a vinda de mais turistas, estamos solicitando ao governador o bloqueio no pedágio”, sintetiza o prefeito de Santos e presidente do Condesb, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Os prefeitos pedem, ainda, que a Ecovias – concessionária do SAI – não adote mais esquemas especiais com a maior parte das pistas direcionadas ao litoral. Na manhã desta sexta-feira (1º), estava em curso a Operação Normal, com cinco faixas em cada um dos sentidos. “Neste momento, precisamos do distanciamento social para evitar o colapso do sistema de saúde, evitando o exemplo do que está acontecendo em outras cidades do Brasil”. O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), afirma que o relaxamento nas regras de isolamento tem preocupado os prefeitos da Baixada Santista. Isso porque a região é a segunda no estado com maior número de casos confirmados, atrás apenas da Grande São Paulo. “É fundamental o governo do Estado fazer campanhas e adotar barreiras de circulação (aos pontos turísticos do litoral e interior) para evitar a propagação em maior velocidade da doença”, diz. Ainda conforme o documento, a medida “se faz necessária por conta do elevado nível de contaminação já registrado e pela pouca disponibilidade de leitos de UTI na Baixada Santista”. Segundo dados das prefeituras, a taxa de ocupação hospitalar supera a 80%. Ampliação de vagas e aquisição de mais respiradores já foram solicitadas pelo Condesb ao Governo do Estado e à União. Procurada por ATribuna.com.br, a Ecovias disse, em nota, que registrou entre esta quinta-feira (30) e sexta-feira (1º), até 16h, movimento 66% menor do que seria o esperado para um feriado de sexta-feira. "Para desestimular os motoristas de transitar sem necessidade, a Ecovias realiza desde março campanha em seus canais de comunicação, estimulando que as pessoas fiquem em casa. As orientações estão em painéis na rodovia, 0800 e nas redes sociais. Vale lembrar que as rodovias são essenciais para permitir o trânsito de profissionais de saúde, pacientes e outros trabalhadores essenciais neste momento de pandemia, bem como para o transporte de cargas, que abastece supermercados, farmácias e hospitais". Em contato com o Estado, a reportagem não obteve posicionamento sobre o pedido dos prefeitos da Baixada Santista.