[[legacy_image_26109]] Os prefeitos de Guarujá, Santos e São Vicente devem entregar ao Governo do Estado, na próxima terça-feira (10), projetos para obras emergenciais e de contenção de riscos. Só assim serão liberados R\$ 50 milhões a serem divididos entre as três cidades. Os chefes do Executivo, no entanto, afirmam que o dinheiro é pouco para tudo o que será preciso fazer depois da destruição causada pela chuva entre a noite de segunda (2) e a madrugada de terça-feira (3). Por isso, os três prefeitos, agora, buscam mais dinheiro com o Governo Federal a fim de realizar todas as obras necessárias. Em reunião na Capital, na sexta-feira (6), com o vice-governador e secretário estadual de Governo, Rodrigo Garcia (DEM), houve um acordo para que a divisão dos recursos fosse de acordo com a gravidade e a proporção de problemas em cada cidade. Guarujá, a mais atingida, receberá metade da verba, R\$ 25 milhões. Com isso, Santos fará jus a R\$ 15 milhões, e São Vicente, a R\$ 10 milhões. Conforme o prefeito Válter Suman (PSB), 80% do projeto para a cidade estão prontos. “O fim de semana será para finalizar os últimos detalhes. O dinheiro não é suficiente para nenhuma cidade, mas, neste momento, é um certo alívio contar com ele, ao menos para as principais demandas”. Suman calcula serem necessários R\$ 90 milhões para realizar todas as obras. “Para agir em todas as frentes, reparar tudo o que foi danificado e resgatar o que era antes, seria preciso muito mais. Mas, ao menos, não haverá licitação, e isso agilizará as obras.” Santos De acordo com o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), as obras com a verba do estado começarão na próxima semana. “Nossas equipes vão trabalhar ininterruptamente nos projetos. Nós já começamos algumas intervenções e reparos emergenciais com recursos próprios”. Ele explica que seriam necessários R\$ 50 milhões só para Santos para realizar todas as obras emergenciais, recompondo as estruturas e refazendo o que foi destruído pelas chuvas. Por isso, segundo Barbosa, recorrer ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é um caminho para que se chegue à quantia total. “Houve erosão em muitas vias, e encostas ficaram prejudicadas. Temos de evitar novas tragédias e preservar vidas”, diz. São Vicente Para o prefeito de São Vicente, Pedro Gouvêa (MDB), as medidas de prevenção contra novos desastres são fundamentais. E o prazo para terminar as obras com essa verba liberada pelo estado é de seis meses. “Identificamos 14 pontos com problemas e vamos aprofundar [o trabalho] para que sejam amenizados”. Ele também pensa que o valor é abaixo do ideal para atender toda a demanda relacionada ao assunto. “É muito pouco para poder corrigir o que precisa, mas ajuda muito a resolver questões pontuais, como obras de contenção. Em três anos, fizemos investimentos em encostas e áreas de risco. O próximo passo, agora, é trabalhar junto com o Governo Federal e os demais prefeitos para podermos fechar outros acordos”, declara.