Segurança pública é um dos temas que devem ser tratados com prioridade, na avaliação de prefeitos (Alexsander Ferraz/AT) Os prefeitos das nove cidades da Baixada Santista defendem a articulação entre os seis deputados estaduais e os dois deputados federais eleitos da região em 2026 para ampliar os investimentos nos municípios e enfrentar problemas que ultrapassam os limites de cada cidade. Entre as prioridades estão o financiamento da saúde pública, as obras de drenagem, a mobilidade regional, a segurança e a infraestrutura, além da atração de empresas e da geração de empregos. A avaliação dos prefeitos é que a atuação conjunta dos parlamentares pode facilitar a liberação de emendas e a negociação de projetos com os governos do Estado e Federal. Os gestores defendem que as diferenças partidárias não sejam um obstáculo na busca de soluções para a região. Presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), o prefeito de Peruíbe, Felipe Bernardo (PSD), afirmou que pretende aproveitar a próxima reunião do colegiado, prevista para dia 27, para discutir o resultado das eleições e definir as prioridades que serão apresentadas formalmente aos deputados. “Acho que nós, que estamos na gestão municipal, temos que dialogar, independentemente de questões ideológicas”. A necessidade de uma atuação regional também foi defendida pelo prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos). Para ele, os parlamentares devem trabalhar em uma pauta municipalista, com mais recursos para as prefeituras e apoio a projetos que beneficiem diferentes cidades. “Os municípios vêm sofrendo muito com questões como as mudanças climáticas, que requerem grandes investimentos em drenagem”. Saúde e infraestrutura Em Praia Grande, o prefeito Alberto Mourão (MDB) espera que os novos representantes tenham uma visão metropolitana. Ele apontou gargalos nas referências hospitalares de média e alta complexidade, na oferta de exames e consultas com especialistas, no transporte público e na infraestrutura viária. Mourão também destacou a falta de efetivo nas polícias Civil e Militar, os alagamentos, a necessidade de melhorar a educação e a qualificação profissional e a geração de empregos. “Espero, acima de tudo, que as diferenças partidárias não sejam um obstáculo para o trabalho conjunto”, afirmou. Em São Vicente, o prefeito Kayo Amado (Podemos) pretende discutir o desequilíbrio na distribuição dos recursos entre União, Estado e municípios. Vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), ele defende que os parlamentares ajudem a mobilizar o poder público para rever o financiamento das cidades. Em Guarujá, o prefeito Farid Madi (Podemos) pretende buscar apoio dos parlamentares para ampliar os investimentos na saúde e executar obras de infraestrutura. Entre as prioridades está a estruturação do hospital adquirido pela Prefeitura, em uma compra compartilhada com o Governo do Estado. O gestor também pretende buscar emendas para pavimentação, recapeamento, drenagem e recuperação de vias. Túnel, água e logística A ligação entre Santos e Guarujá – que prevê faixas para veículos, pedestres, ciclistas e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) – está entre as prioridades de articulação dos dois municípios. Rogério Santos afirmou que acompanha o projeto há mais de 20 anos e pretende manter o diálogo com o Estado e os parlamentares na próxima legislatura. Em Guarujá, Farid disse que as conversas envolvem uma mudança no acesso à saída do túnel pelo lado de Vicente de Carvalho. Segundo o prefeito, o Estado compreendeu a necessidade de alteração e se dispôs a executar a obra. O prefeito também apontou o abastecimento de água como uma demanda histórica. Já em Cubatão, o prefeito César Nascimento (PSD) defende a retomada do Polo Industrial, que, segundo ele, emprega trabalhadores de todas as cidades da região. Outro projeto estratégico é o Corredor Porto-Indústria, uma ligação direta entre a futura terceira pista da Imigrantes e o Porto de Santos. A proposta é retirar caminhões da Via Anchieta e reduzir os congestionamentos na entrada e na saída de Santos. Em Bertioga, o prefeito Marcelo Vilares (União) defende mais diálogo com os parlamentares. Entre as prioridades está a Rodovia Rio-Santos. O prefeito quer avançar nas discussões sobre duplicação, segurança viária e estrutura para atender moradores de bairros cortados pela estrada. Litoral Sul cobra atenção e mais investimentos Representantes de cidades do Litoral Sul também esperam atenção, mais investimentos e defendem a integração entre as cidades. Em Mongaguá, a prefeita Cristina Wiazowski (PSD) cita a atuação conjunta dos municípios. Para ela, saúde pública e mobilidade são áreas em que os problemas ultrapassam as divisas e exigem planejamento metropolitano. A gestora espera que os deputados estaduais e federais defendam investimentos para ampliar as unidades dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), implantar e expandir centros de terapia, melhorar a infraestrutura turística e executar obras de macrodrenagem. Em Itanhaém, o prefeito Tiago Cervantes (Republicanos) pretende priorizar a ampliação do Hospital Regional Jorge Rossmann, com a construção de uma segunda torre, e a expansão da oferta de serviços especializados. Cervantes também defendeu a construção de um novo equipamento de saúde na região sul da Baixada Santista, entre Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe. Ele mencionou a necessidade de atenção especial ao Litoral Sul, sobretudo nas áreas social, de saúde e de desenvolvimento econômico. Além de defender a união entre os prefeitos, o prefeito de Peruíbe Felipe Bernardo afirmou que os municípios dependem das emendas parlamentares para ampliar a capacidade de investimento. Segundo ele, o orçamento municipal de Peruíbe é limitado, o que torna a parceria com deputados estaduais e federais importante para a execução de obras. O prefeito citou a saúde pública e a macrodrenagem como prioridades regionais. Bernardo também defendeu a discussão de pautas relacionadas ao meio ambiente, turismo e mobilidade, além da continuidade de projetos regionais. Os eleitos Assembleia Legislativa Eduarda Campopiano (PL); Tenente Coimbra (PL); Paulo Mansur (PL); Caio França (PSB) Débora Camilo (PSOL) e Solange Freitas (União) Câmara dos Deputados Rosana Valle (PL)e Paulo Alexandre Barbosa (PSD)