[[legacy_image_52783]] A Região Metropolitana da Baixada Santista completa 25 anos em 30 de julho. Para a elaboração de ações conjuntas para a solução dos problemas locais foi criada a Agência Metropolitana (Agem), em 1996. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na avaliação dos prefeitos, a autarquia, do Estado, deveria receber um olhar especial para ter estrutura compatível com os desafios existentes. Válter Suman (PSB), de Guarujá, afirmou que as dificuldades para se planejar e agir como um organismo único, de fato, muito se deve à falta de articulação do órgão. “A atuação da Agem se resume à liberação de um ou outro recurso para obras de interesse regional e que dedica muito tempo para a elaboração de trabalhos científicos e pouco para a aplicação deles”, lamentou. Na opinião de Ademário Oliveira (PSDB), de Cubatão, a autarquia poderia ter um papel de maior protagonismo e pautar melhor a discussão em algumas áreas, como a questão do financiamento da saúde pública e da mobilidade urbana. “Ela deveria ser mais robusta e ser fortalecida. Praticamente tudo fica no papel. Esse pensamento metropolitano precisa ir para a prática”, destacou. Márcio Melo Gomes, o Márcio Cabeça (Republicanos), de Mongaguá, fez coro ao colega. “É importante que a gente brigue pelo fortalecimento dela, caso contrário vamos perdê-la”, alertou. Ele citou que os técnicos da Agem são capacitados e contribuem na elaboração de projetos das cidades menores. Ex-diretora técnica da Agem, Raquel Chini (PSDB), prefeita de Praia Grande, entende que a região está correndo o risco de perder na qualidade dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos. “O Estado precisa entender sua real importância e realizar uma estruturação de forma técnica”, avaliou. Na ótica de Kayo Amado (Pode), de São Vicente, a Agem deveria ser um órgão com uma essência mais municipalista, com o Estado sendo mais consultivo e apenas como um financiador da agência. A partir daí, com a ampliação do papel dos municípios, ele enxerga que seria avançar na solução dos problemas regionais. “Não consigo enxergá-la com o protagonismo que sinto que deveria ter. Ela precisa ser redesenhada para que possa ter uma relevância maior”, disse. Para o chefe do Executivo santista Rogério Santos (PSDB), o grande desafio da administração pública é acompanhar a dinâmica acelerada das cidades. “Creio que a gestão deva ser constantemente aprimorada, sempre com transparência”, justificou. Para Tiago Cervantes (PSDB), de Itanhaém, a autarquia é uma importante conquista para a unificação das políticas públicas regionais e que o fortalecimento das câmaras temáticas é essencial para que os gestores discutam estratégias e busquem alternativas para projetos de interesse comum. Os prefeitos de Bertioga e de Peruíbe, Caio Matheus e Luiz Maurício (ambos do PSDB), não se posicionaram até o fechamento desta edição. Diretor executivo diz que autarquia funciona bem O diretor executivo da Agem, Milton Gonçalves da Luz, garante que, apesar da pandemia, a autarquia “está funcionando a todo vapor” no desenvolvimento de projetos. O principal deles é o Plano Regional de Mobilidade Sustentável e Logística, que teve início no mês passado, e está sendo realizado com recursos do Programa Euroclima+, da União Europeia, que financia ações de mitigação e adaptações aos efeitos das mudanças climáticas. Ele explicou que o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação está sendo atualizado neste biênio e que ocorrerá, no próximo mês, o 7º Workshop de Geoprocessamento da região metropolitana. “Temos dois grandes projetos que a Agem está focada neste momento e serão apresentados até o final do ano. Um deles é voltado para à saúde e a outra à área de geoprocessamento, para que a gente possa ajudar os municípios a arrecadar mais”, afirmou. Há dois meses, após assumir o cargo, Gonçalves disse que conversou com todos os prefeitos. “Toda a crítica é construtiva e os meus antecessores deixaram um legado. O intuito do governador é cada vez mais dar suporte às agências”, justificou. Segundo o diretor executivo, o quadro de funcionários é adequado para a demanda. No entanto, ele explicou que vem conversando com o Estado sobre a possibilidade de receber mais profissionais para as necessidades que irão surgir.