[[legacy_youtube_rpg2ykZKPew]] A pandemia de coronavírus tirou muito das pessoas, mas não o sentimento de solidariedade e ajuda ao próximo. Na cidade de Praia Grande, alguns ‘varais solidários’ são responsáveis por aquecer pessoas em situação de vulnerabilidade. A equipe de ATribuna.com.br entrou em contato com dois idealizadores do ‘projeto’, que esticaram um varal na frente de seu empreendimento ou residência na tentativa de ajudar desconhecidos. Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O comerciante Kenji Takahashi, que é um dos sócios de um estacionamento localizado no bairro do Boqueirão, em Praia Grande, explicou que a ideia do projeto surgiu durante uma conversa com seus amigos. [[legacy_image_64600]] “Há aproximadamente dois anos, estávamos reunidos em um churrasco e fazia bastante frio. Durante a conversa, procuramos ver alguma maneira para ajudar pessoas com necessidades. Então, pensamos o que poderíamos fazer e ‘caçamos’ projetos na internet”, diz. “Um sugeriu esse ‘varal solidário’. Depois disso, conversei com o meu sócio e expliquei. Ele mencionou que poderíamos utilizar este muro [do estacionamento]”. Takahashi disse que, antes da pandemia, os colaboradores tinham duas opções para realizar as doações. As roupas poderiam ser colocadas diretamente no varal, como ainda podem ser, mas, por conta da possibilidade do risco de contaminação, atualmente, o comerciante não recebe e, na sequência, as coloca no varal, como acontecia no período ‘pré-pandemia’. Agora, as peças entregues a ele são guardadas e, ao final da crise sanitária, serão destinadas ao muro. “O varal fica estendido aqui ‘direto’, então, as pessoas que passam, podem colocar. O próprio estacionamento está fechado por conta do decreto [de ‘lockdown’] da cidade. Hoje, elas passam e penduram diretamente as roupas aqui”. No bairro da Vila Tupi, há outro projeto de ‘varal solidário’. Por sua vez, este fica na frente do muro da residência da própria idealizadora, que teve a iniciativa no início da pandemia. Kelly Cristina, que trabalha como inspetora de alunos em uma escola na Baixada Santista, pensou no projeto durante o início do período. “Eu precisei me afastar da escola, que estava apenas com as aulas on-line. E, então, eu e uma amiga iniciamos o varal. Foi ‘sem muita intenção’, com roupas nossas, mas, depois, tomou um rumo bem grande”, lembra Kelly. “Muita gente coloca a roupa no varal, ele fica à disposição para quem quiser pegar ou colocar [uma peça]. É um projeto bem legal e gostaria que outras pessoas também fizessem”. [[legacy_image_64601]] Ela também comentou que, na época, teve contato direto com as pessoas que colaboravam. “No começo, eu tinha mais tempo de ficar aqui fora. As pessoas diziam como era bom e como estava ajudando. Um pessoal passava sempre para pegar e, outros vêm sempre, quase todo mês, para depositar. Tem um senhor que frequentemente deixa sacolas aqui e explica que são doações da família”, relata Kelly. Perguntada sobre o sentimento de ajudar outras pessoas, respondeu: “Isso é muito bom! Não tem preço ou fim lucrativo, nada. Eles vêm, colocam ou tiram [as roupas], ficam bem à vontade”, finaliza.