[[legacy_image_222469]] Parte do muro da escolinha de futebol Meninos da Vila, do Santos FC, foi alvo de vandalismo em Praia Grande. Grafitado com o rosto do jogador Robinho, o local foi pichado no último fim de semana com palavras como “estuprador” e “vagabundo”. O muro foi pintado por um profissional da escolinha, localizada no bairro Sítio do Campo, na manhã desta quarta (16). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A imagem foi divulgada no Twitter por uma página de torcedores do Santos FC na manhã de domingo (13). A Tribuna entrou em contato com a unidade, que confirmou o ato de vandalismo.(veja mais abaixo) Em conversa com A Tribuna, um funcionário do local - que pediu para não ser identificado - lamentou o ato de vandalismo. “Expressar opiniões alheias diante de protestos, como alguma carta formal de algum grupo de defesa e cidadania à mulher, é totalmente aceitável. Vandalizar a unidade é algo que nos ataca”. Ainda de acordo com o funcionário, a arte foi feita em homenagem ao atleta há três anos - antes da condenação em última instância. A escolinha informou não ter previsão de fazer outra arte no lugar. Condenação Em janeiro deste ano, Robinho foi condenado em última instância por violência sexual em grupo contra uma mulher em Milão, pela Corte de Cassação de Roma, na Itália, com pena de nove anos de prisão. O atleta atualmente reside no litoral de SP e pode ser preso se fizer viagens ao exterior, não obrigatoriamente à Itália. Seu amigo Ricardo Falco, também foi condenado com a mesma pena. Aos 38 anos, o atleta não entra em campo por uma partida oficial desde 2020, quando defendia o Istambul Basaksehir, da Turquia. O jogador foi anunciado pelo Santos em outubro do mesmo ano, mas a contratação foi cancelada após pressão da torcida e de patrocinadores por causa do processo por estupro que estava em andamento na época. Em outubro deste ano, a Justiça italiana pediu a extradição de Robinho e de seu amigo - nove meses após a confirmação da sentença. Porém, o pedido não teve força frente ao código penal brasileiro.