[[legacy_image_284693]] Até a metade do mês de agosto, os refugiados afegãos devem deixar a cidade de Praia Grande, de acordo com o Secretário Nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho. Ele visitou à Colônia de Férias do Sindicato dos Químicos, no bairro Solemar, na tarde desta sexta-feira (28), e disse que as família serão destinadas a um novo abrigo. Representando o Ministério da Justiça, pasta que se prontificou a cuidar dos refugiados abrigados em Praia Grande, Botelho se reuniu com a prefeita do Município, Raquel Chini (PSDB), antes de visitar o abrigo para definir prazos e adiantou que, além dos 30 dias inicialmente definidos, a estadia dos refugiados deve ser prorrogada por mais 15 dias. “Faremos uma transferência gradual e, imagino, que até o meio do próximo mês, o sindicato não será mais utilizado. A ideia é fazer um acolhimento com uma interiorização. Você não pode começar uma política humanitária de vistos sem pensar em um acolhimento aqui e é isso que o Governo Federal tem construído”, afirma. Botelho garante que o novo lar dos refugiados afegãos está passando por reformas e melhorias para garantir que seja um espaço de acolhimento a longo prazo. Eles serão transferidos para esse centro, que fica em outra cidade do Estado de São Paulo, mas futuramente poderão ter a escolha de continuar a estadia em Praia Grande, cidade em que estão desde o dia 30 de junho. [[legacy_image_284694]] A prefeita de Praia Grande, Raquel Chini, citou que, apesar de um estresse inicial, em momento algum deixou de se preocupar com as pessoas que foram refugiadas no Município. “Fizemos nosso papel. Atendemos, acolhemos e nesta sexta-feira nasceu o primeiro bebê aqui na Cidade. Estou feliz que encontraram um espaço maior em outro lugar, que será uma vila para eles se instalarem para conseguirem recomeçar. Mas, se alguém ficar aqui será bem atendido e incorporado à nossa comunidade”. A prefeita diz sentir orgulho da trajetória inicial dos afegãos no Município e a evolução, que em pouco tempo, já é visível para quem acompanha os refugiados desde a chegada deles à Praia Grande. “Fico feliz em ver as crianças integradas, dando ‘bom dia’, e os adultos também. É um sentimento de cumprir nosso papel. Não consigo nem imaginar o que eles deixaram lá no país deles”. De acordo com a Prefeitura, a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) já realizou cerca de 250 atendimentos aos refugiados. Também foi feita a confecção do Cartão Nacional de Saúde para o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS), totalizando mais de 130 documentos. Novos sonhosA afegã e artista, Frozen Sediqi, conta que decidiu ficar em Praia Grande pois se apaixonou pela praia durante sua estadia na colônia de férias. Ela ainda não fala português, mas sonha em abrir uma galeria de arte no Município e viver comercializando seu trabalho como artesã. “Eu vi todos os estados do Brasil na internet, para dar uma olhada, e gostaria de ficar aqui (Praia Grande). Gostei do clima e da vista daqui,. É muito linda. As pessoas foram muito gentis e legais. Fiz muitos amigos. Agora, quero abrir meu próprio negócio e fazer exibições de artes”, comenta. [[legacy_image_284695]]