[[legacy_image_315109]] Moradores de Praia Grande estão reclamando da reforma feita na estátua de Iemanjá, localizada no calçadão da praia do Bairro Mirim. Isso porque a figura religiosa, antes colorida, foi pintada inteiramente na cor branca. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Há uma semana ela foi pintada e desde então estamos lutando. Queremos a cor dela de volta, pois faz parte do nosso sincretismo religioso, da nossa ancestralidade. É um desrespeito às religiões de matrizes africanas”, explica a mãe de santo Eliete Amara Correia de Souza, de 63 anos. Ela também diz que, segundo o edital sobre a reforma da estátua divulgado pela prefeitura, apenas seriam feitos “reparos nos ladrilhos, arrumar alguns arranhões, buracos. Nada sobre mudar a cor da imagem”. Protesto Segundo Eliete, outros pais e mães de santo de diversas cidades da Baixada Santista, como Mongaguá e Itanhaém, e até da capital se uniram para um protesto na frente à Câmara dos Vereadores em Praia Grande, marcado para está terça-feira (28), às 9h. “Estamos indignados. O azul sempre esteve presente e agora, em cima dos festejos à mãe Iemanjá, mudaram a cor real”, relata. Posição da prefeitura Em nota, “a Prefeitura de Praia Grande informa que a revitalização da estátua de Iemanjá remete ao padrão original de sua inauguração em 1976, com uma pintura especial de suas vestes em epóxi na cor branca. A imagem foi feita pelo artista Antonio Miguel de Almeida. O projeto de revitalização contempla a história da imagem na Cidade, que foi doada à Municipalidade pelo Superior Orgão de Umbanda durante o governo do então prefeito Leopoldo Estásio Vanderlinde. Na época da doação, a estátua possuía as vestes na cor branca. A Prefeitura destaca ainda que a utilização das cores branca e azul respeita as normas determinadas pelo Superior Órgão de Umbanda”. De acordo com o coordenador geral da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, Ogan Juvenal, o projeto de revitalização remete à origem do monumento. “Represento a entidade que doou a imagem e desde o início era toda branca. Anos depois um dos nossos colaboradores passou a colorir os detalhes da obra e os visitantes do local se acostumaram assim. Essa imagem representa uma ilustração brasileira de Iemanjá baseada no relato de um médium brasileiro, dessa forma, entendemos que não ofende os princípios da religião”, relata.