[[legacy_image_335314]] Deverá ser entregue nesta quinta-feira (15), pela Construtora JR e pelos responsáveis pelo Residencial Giovannina Sarane Galavotti, o plano emergencial de escoramento e projeto de recuperação das estruturas danificadas do edifício. O local foi evacuado e interditado após tremores, na terça-feira (13), na Aviação, em Praia Grande. Também se entregará o laudo das condições da obra. O material será avaliado pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Defesa Civil. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A Polícia Científica e uma empresa especializada que será contratada pela construtora, juntamente com o condomínio, para determinar a causa do incidente. Por enquanto, o local ficará totalmente interditado. O edifício tem 133 apartamentos, dos quais 80 com moradores fixos. Cerca de 250 pessoas residem permanentemente nele, que foi entregue em 2011. Conforme a Administração, “algumas famílias foram para casa de parentes. Cada família adotou sua medida para lidar com a situação”. A área estava isolada e tinha vigilância da Guarda Civil Municipal ontem de manhã. A chuva não impedia a presença de curiosos diante do prédio, que teve danos em três pilastras dos pavimentos afetados (subsolo, térreo, G1 e G2) do prédio de 19 andares de apartamentos — ao todo, 23 pavimentos. Esses pilares receberão cerca de 2 mil escoras metálicas. Moradores e parentes esperavam orientações e respostas. O síndico não respondeu às mensagens. Mais cedo, a Construtora e Incorporadora de Imóveis JR Ltda., por representantes, disse que “prontamente deslocou engenheiros e técnicos para identificar as causas”. Ainda afirmou que, quando os laudos forem emitidos, “não se eximirá de prestar assessoria aos condôminos”. Folga virou temor“Minha irmã viria para cá pegar uma piscina comigo aqui, aproveitando a folga. Estava tudo certo, quando ouvi os barulhos. Ela disse que estava pronta, e pedi calma, que tinha acontecido algo no prédio”, relata a comerciante Kátia Cunha Pedroso, de 41 anos. Ela conta que mora há dez anos no edifício. “Temos um grupo de WhatsApp e, no segundo estrondo, o síndico já nos orientou a deixar o prédio. Foi tudo muito rápido, porque senti três estrondos em sequência. Na hora, só desceram meus filhos com meu cachorrinho”, descreve Kátia. “À noite, foram liberando por andar para que fôssemos à nossa casa buscar algumas coisinhas básicas. Até encontrar meus filhos (que estavam no mezanino) e ver que estavam bem, parecia um pesadelo, o pior da minha vida.” A dona de casa Andrea Rafael visitava o prédio com a família, mas não estava no edifício no momento dos estrondos porque tinha ido ao mercado. Mas logo soube do ocorrido e da preocupação que afligiu a mãe. “Meu marido estava lá no apartamento dela, junto com meu filho (...). Achei que fosse brincadeira, mas, pelo celular com acesso às câmeras, vi minha mãe, de 72 anos, em pé. Ela desceu tranquila (mora no 14º andar), mas tudo isso é muito impactante”, complementa Andrea.