[[legacy_image_340587]] Mais de 70 presidiários reeducandos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Vicente estão trabalhando na recuperação de ruas de Praia Grande atingidas pelo temporal que provocou estragos na região entre a noite de terça-feira (5) e a madrugada de quarta-feira (6). Na quinta-feira (7), os detentos começaram a atuar no Jardim Alice, local onde um deslizamento de terra chegou a arrastar carros. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), os reeducandos trabalham na desobstrução das vias, removendo lama, árvores caídas, pedras e outros entulhos. Ainda segundo a SAP, os presidiários fazem parte de um grupo de 392 sentenciados ao regime semiaberto que foram contratados pela Prefeitura de Praia Grande para atuar na varrição de ruas, limpeza e manutenção de praças e parques, além de realizarem pequenos reparos em estruturas prediais. Conforme a pasta, desse total, 192 são do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de São Vicente e 200 do CPP de Mongaguá. Flagrados em motelUm grupo de detentos reeducandos que prestam serviços para a Prefeitura de Praia Grande foi flagrado utilizando celulares, fazendo uso de drogas e até mesmo entrando em um motel durante o horário de trabalho. Em fevereiro, A Tribuna noticiou que moradores do Jardim Melvi estavam incomodados com atitudes dos detentos, que estariam se reunindo em um bar na Rua Juscelino Kubitschek de Oliveira no horário de almoço - local onde recebiam visitas de parentes que traziam dinheiro e drogas para consumo dentro e fora do estabelecimento. Segundo a SAP, a própria secretaria acionou a Polícia Militar (PM) no caso dos detentos que entraram no motel. A secretaria esclareceu que todos os envolvidos perderam direito ao regime semiaberto, voltando ao modelo fechado. A Prefeitura de Praia Grande, por sua vez, ressaltou que todos os reeducandos assinam um termo se comprometendo a utilizar vestimentas adequadas e a não ter comportamentos como o uso de bebidas alcoólicas, drogas ilícitas e aparelhos celulares. Quando as determinações não são respeitadas, as situações são informadas aos responsáveis, que tomam as medidas cabíveis. Por fim, a Prefeitura de Praia Grande enfatizou que, desde 2018, mais de 3 mil reeducandos foram beneficiados pela parceria. O município acrescentou que, nesse período, não houve intercorrências graves que comprometessem o serviço.