[[legacy_image_336769]] A Secretaria de Urbanismo de Praia Grande emitiu, nesta terça-feira (20), alvará para o início das obras emergenciais de recuperação de estruturas danificadas no Condomínio Giovannina Sarane Galavotti, no Jardim Aviação. O prédio foi interditado e evacuado no dia 13, após tremores. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “As obras de recuperação e/ou reforços solicitados pela Prefeitura em todos os pavimentos danificados deverão (se) iniciar em breve”, diz a Administração Municipal, em nota. A JR Construtora, que ergueu o edifício, havia entregado na última quinta-feira (15) o pedido de autorização para serviços de escoramento e recuperação definitiva das estruturas danificadas e um laudo de condição estrutural do prédio. Nesta terça-feira (20), completou uma semana desde que os moradores do Condomínio Giovannina Sarane Galavottitiveram que deixar seus apartamentos após registros de tremores no prédio. O edifício, que fica no bairro Jardim Aviação, em Praia Grande, foi interditado no dia 13 de fevereiro e, desde então, as famílias não sabem quando poderão voltar. Enquanto isso, algumas delas permanecem em uma colônia de férias locada pela construtora do residencial, e os demais alugaram outros imóveis e receberão auxílio moradia e alimentação da empresa. A reportagem de A Tribuna conversou com alguns moradores nesta terça-feira (20). O jornalista Pedro Henrique de Oliveira, de 40 anos, relatou que está ficando na colônia de férias disponibilizada pela construtora do condomínio, onde também são servidas as refeições para todas as famílias de forma gratuita. “A colônia tem uma infraestrutura funcional para tentarmos retomar a rotina. As crianças já voltaram às aulas. Estamos trabalhando, afinal os boletos não esperam os incidentes, e temos um quarto com camas, TV e banheiro. Não é como nossa casa, obviamente, mas tem acolhido a todos nesse momento”, avalia o jornalista. Conforme a administração do condomínio, na tarde desta segunda-feira (19), as famílias puderam retornar ao prédio rapidamente, para retirar os pertences pessoais. Todo acesso foi acompanhado por funcionários da Defesa Civil de Praia Grande e pelo Corpo de Bombeiros. Entretanto, esse retorno para Pedro foi como um gatilho para a ansiedade. “Era um misto de sentimentos, em pensar tudo que precisava pegar, pois não sabemos quando retornaremos. Houve também a vontade de poder ficar em casa, como se tudo não passasse de um pesadelo”, comenta. Pedro acrescenta que os moradores tiveram cerca de 20 minutos para pegar os pertences e retirar o lixo, pois havia famílias que deixaram o almoço na mesa no dia do incidente. Marco Ávila, que é síndico e também morador do condomínio, afirma que segue acompanhando o processo, para garantir que a construtora siga cumprindo com o que está proposto. Isso porque na última sexta-feira (16) a Construtora JR se comprometeu a pagar auxílio-moradia e auxílio-alimentação para moradores do condomínio. Outra proposta é que as famílias desalojadas devem receber R\$ 2,6 mil para locação de moradia e mais R\$ 500 para alimentação, além de fornecer quartos na colônia de férias para moradores que não possuem animais de estimação. Na última quinta-feira (15), a construtora ainda disse que os moradores seriam reembolsados pelos gastos de hospedagens referentes aos dias 13 e 14 de fevereiro. A Tribuna entrou em contato com a Construtora JR para um novo posicionamento sobre a situação, mas, até a publicação da matéria, não obteve resposta.