[[legacy_image_15517]] Pensando em possibilidades e ideias para driblar prejuízos na quarentena contra a pandemia do coronavírus, o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), afirmou que vai discutir nos próximos dias implementar uma espécie de 'rodízio humano' entre munícipes, para evitar ao máximo a aglomeração nas ruas da cidade. O prefeito praiagrandense afirmou que teve essa ideia há, pelo menos, dez dias, e revelou a possibilidade pela primeira vez durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais do Grupo Tribuna, na noite desta quinta-feira (16). O esquema funcionaria como o rodízio de carros feito, por exemplo, nas principais capitais brasileiras. O 'rodízio humano' seria feito a partir de uma tabela: seriam separados os munícipes pelos números finais do RG em diferentes horários nos estabelecimentos da cidade. "Vamos pegar o supermercado, por exemplo, que discutimos previamente. O grupo com RG de finais 0 e 1 iria aos supermercados na segunda-feira, das 7h às 11h. Das 11h às 15h, seria o grupo com finais 2 e 3. No terceiro turno, o grupo 5 e 6, e assim sucessivamente, durante toda a semana", explicou Mourão. O prefeito explicou que a fiscalização viria por parte dos próprios comerciantes, checando pelo RG se os munícipes estariam aptos a frequentar os estabelecimentos, e também de autoridades policiais. Segundo ele, quem descumprisse a medida, caso ela estivesse em vigor, seria multado. Mourão enxerga que, com esse sistema, o número de pessoas em aglomeração nas ruas seguiria as normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), permitindo que os munícipes pudessem ter um pouco da 'normalidade' de sua rotina em meio à pandemia. "Isso valeria para bancos, farmácias. Esse rodízio permitiria que as pessoas pudessem frequentar esses lugares duas vezes por semana. O fluxo na rua diminuiria em até 80%". Mourão diz entender o lado dos pequenos comerciantes, que estão sem fonte de renda após o decreto de quarentena em todo o estado, mas ressaltou que a medida, caso seja implantada, beneficiaria de alguma forma essas pessoas. "Para abrir o comércio, estamos pensando nesta possibilidade, mas, ainda assim, seguindo critérios que diminuam o número de pessoas na rua”. A ideia ainda segue em fase de estudos e será debatida com especialistas, autoridades da saúde e segurança do município, além da sociedade. Segundo decreto do governador João Doria (PSDB), a quarentena em todo o Estado de São Paulo seguirá, por ora, até 22 de abril, com a possibilidade de ser prorrogada até o fim do mês, como aconteceu no Rio de Janeiro.