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Praia Grande transmite ao vivo a exposição 'Mulheres de A a Z'

Entre as homenageadas está Adriana Ribeiro Magó, que tem paralisia no lado esquerdo do corpo mas enfrentou as dificuldades e hoje é professora de piano

Por: Por ATribuna.com.br  -  08/03/21  -  19:08
O Teatro Serafim Gonzalez fica no palácio das Artes, na Avenida Presidente Costa e Silva, 1600
O Teatro Serafim Gonzalez fica no palácio das Artes, na Avenida Presidente Costa e Silva, 1600   Foto: Divulgação/PMPG

Adriana Ribeiro Magó nasceu com falta de oxigênio no cérebro e teve todo o lado esquerdo do corpo paralisado. Hoje, aos 54 anos, é professora de piano. A fim de apresentar esta e mais 69 histórias de mulheres de Praia Grande, a Prefeitura irá realizar a exposição fotográfica "Mulheres de A a Z". A homenagem irá acontecer de forma virtual nesta segunda-feira (8) de celebração do Dia Internacional da Mulher, a partir das 18 horas, na Galeria Nilton Zanotti.


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O evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Prefeitura de Praia Grande e do Palácio das  Artes.  A exposição reúne 70 fotografias em preto e branco de moradoras de Praia Grande. As homenageadas variam entre mulheres de diversos bairros e profissões diferentes, como voluntárias, escritoras, comerciantes, professoras, diaristas, psicólogas, entre outras funções.


Programada para ser visitada presencialmente na Galeria Nilton Zanotti, a exposição passou para o formato virtual seguindo as recomendações da fase vermelha do Plano SP. Além das redes sociais, "Mulheres de A a Z" estará em exposição nos dois terminais rodoviários de Praia Grande: Tude Bastos (Sítio do Campo) e Tatico (Mirim), por meio de telões instalados nos locais.


"Queremos democratizar a arte para a população e os terminais de ônibus possuem grande circulação de pessoas, não só de Praia Grande, mas também de municípios ao redor. Muita gente poderá acompanhar a exposição pelos telões", declara o secretário de Cultura e Turismo, Maurício Petiz.


Adriana Ribeiro Magó


A homenagem organizada pela Secretaria de Cultura e Turismo deixou Adriana Ribeiro surpresa. "Foi um presente de Deus estar na exposição. Se minha mãe estivesse viva seria um presente dobrado, pois ela sempre almejou que um dia eu pudesse ser uma pianista", relata. A mãe em que Adriana se refere é, na verdade, a enfermeira do hospital onde nasceu, pois sua mãe biológica a abandonou logo após o parto.


Religiosa, a mãe adotiva acreditava que a criança poderia melhorar e passou a buscar diversos tratamentos, como acompanhamento na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD. Aos 7 anos, a família de Adriana se mudou para Praia Grande e a água do mar virou uma importante ferramenta nesse desenvolvimento.


Três anos depois, o pai adotivo comprou um piano e a inscreveu no Conservatório Musical de Praia Grande. Apesar das dificuldades na mão esquerda, Adiana conseguiu superar as adversidades e aos 13 anos já dava aula de piano para outros alunos.


Posteriormente, a pianista fez bacharelado e licenciatura em Música e atualmente segue ensinando outras pessoas por meio de aulas particulares, além de tocar piano em igrejas.


De acordo com a pianista, estar na exposição é ter um reconhecimento do seu trabalho. "Toda vez que surgiu um ponto negativo na minha vida, eu consegui vencer. Eu tenho conseguido isso diariamente em todas as coisas que faço, às vezes com algum sacrifício, mas sempre com humildade e fé em Deus", finaliza a homenageada.


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