[[legacy_youtube_7Ka8OnczZKI]] O nome da cidade já ‘diz’ tudo. Praia Grande tem cerca de 23 quilômetros de orla da praia. E, em tempos de medidas ainda mais restritivas adotadas por conta do aumento no número de casos de coronavírus na Baixada Santista, ‘cobrir’ esse espaço, ou seja, mantê-lo como área restrita para evitar aglomerações é um desafio para a Guarda Civil Municipal da cidade. A equipe de A Tribuna conversou com o secretário de assuntos de segurança pública para entender a operação. Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na última segunda-feira (15), as cidades da região anunciaram o ‘fechamento’ temporário da faixa de areia. Assim, desde então, a cidade de Santos, por exemplo, ‘cercou’ o espaço. Por sua vez, Praia Grande tem um desafio ‘mais difícil’ comparado com as demais, uma vez que a área em questão é muito maior. [[legacy_image_64172]] Em entrevista, o secretário responsável pela ‘cobertura’ do espaço, Mauricio Vieira Izumi, detalhou a operação. “O maior desafio é a extensão da orla de praia. Aqui, no município, temos 23 quilômetros. Assim, fica praticamente inviável você ‘gradear’ ou ‘cercar’. Então, estamos mobilizando a Guarda Municipal e o nosso sistema de monitoramento, que identificam as pessoas que adentram a faixa arenosa ou que querem ir para a orla marítima e mandam uma viatura até o local para orientá-las”. Uma vez que a infração é identificada, a GCM tem um procedimento específico para, em um primeiro momento, conversar com o indivíduo. “Abordar e orientar essas pessoas. Em grande parte, são turistas. Orientamos, conversamos sobre o decreto e convencemos essa pessoa a voltar para o calçadão, que está permitido”, diz. Perguntado sobre alguma ‘exceção’, respondeu: “São os pescadores profissionais, que adentram com suas embarcações apenas para irem ao mar em busca do seu sustento”, explica. “São registrados pelo município, eles têm carteirinhas e suas embarcações são posicionadas em pontos estratégicos. Fora isso, mais ninguém”. O secretário também comentou sobre a organização da GCM para manter o controle na área e disse que a cidade tem 20 viaturas na operação. “Sabemos quais são os bairros que mais têm gente que frequenta a orla da praia. Então, nesses bairros, fazemos uma divisão mais ‘equitativa’ com relação à população”, conta. “Toda a frota municipal está atenta ao Covid, seja na faixa arenosa ou dando apoio à Força Tarefa na fiscalização dos comércios que não podem funcionar neste período da pandemia”. Os moradores da cidade têm as suas opiniões sobre o fechamento do local. Para o autônomo Sidney Duarte, a operação é considerada um sucesso. “Concordo plenamente. Neste momento, tem que ser feito para isolar [a área], é uma boa medida”. Por outro lado, o aposentado Antônio Berro Filho discorda do fechamento. “Não está resolvendo nada. Não adianta fechar uma praia e ter ônibus e supermercados lotados”. Perguntado se viu pessoas transitando no local proibido, respondeu: “Não, eles não deixam ir até lá”.