[[legacy_youtube_https://youtu.be/icTjUZtv9mg]] A cidade de Praia Grande, assim como as demais do Estado de São Paulo, tenta fiscalizar o funcionamento irregular do comércio que não é considerado “essencial” durante o período da “fase restritiva” da pandemia de coronavírus. Com o aumento do número de casos, foi estabelecida uma série de restrições que limitam ainda mais o que pode ou não permanecer aberto. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A equipe de A Tribuna foi até a prefeitura de Praia Grande e conversou com autoridades para entender os critérios adotados. Confira a videorreportagem acima. De acordo com o subsecretário de controle urbano da cidade, Leonardo Conti Santos, os órgãos responsáveis pela fiscalização têm um procedimento padrão para averiguar possíveis irregularidades no comercio local. “Estamos realizando ‘forças tarefas’, com mais de 10 equipes, diariamente, contando com a secretaria de urbanismo, secretaria de assuntos de segurança publica, secretaria de trânsito e Polícia Militar”. “Estamos vistoriando todos os comércios da cidade. E os considerados ‘não essenciais’, quando constatamos, notificamos e pedimos para que encerrem suas atividades”, diz o subsecretário. “Em caso de desobediência, procedemos com autuação e, se novamente constatamos que estão funcionando, podemos chegar a caçar o seu alvará”. Perguntado sobre os estabelecimentos considerados ‘essenciais’ e o que precisam fazer para se manterem na regularidade, respondeu: “Devem fazer aferição de temperatura, obrigar a utilização do álcool em gel, uso de mascaras, distanciamento social e, de forma alguma, permitir aglomeração”. Santos ainda explicou como funciona o reconhecimento feito pela prefeitura e os órgãos responsáveis em cima de irregularidades. “Através de denúncias, que são efetuadas pelo telefone 162, do canal da Ouvidoria, no (13) 3496-2281, ou através do site oficial”. [[legacy_image_64365]] O secretário de assuntos de segurança pública da Praia Grande, Maurício Vieira Izumi, explicou que a Guarda Civil Municipal (GCM) também faz parte da operação. “Além da fiscalização da orla de praia, está dando apoio para a ‘força tarefa’ da secretaria de urbanismo”, afirma. “Por conta da pandemia, os comércios precisam estar fechados, apenas os essenciais [abertos]. Pela manhã, saímos com quatro equipes, que apoiam os fiscais e nos espalhamos pela cidade por conta da fiscalização. Na parte da tarde, mais quatro equipes e, no período da noite (até as três da manhã), temos duas fazendo o reforço”. A equipe de A Tribuna também ouviu moradores da cidade sobre o fechamento temporário do comércio. Para o aposentado Antônio Martiel Campineiro, as medidas restritivas são úteis. “De acordo com a ciência, são corretas. É preciso que seja fiscalizado, mas, o principal é a consciência dos moradores, para não aglomerarmos ou sairmos de casa direto. Vamos fazer a lição de casa”, opina Campineiro, que também relata que já viu comércios irregulares em atividade durante o período. “Nesta fase, alguns comerciantes, que realmente precisam pagar aluguel, luz e água, abrem ‘meia porta’ e tentam fazer algum movimento durante a semana para cobrir algumas despesa. Desrespeitando algumas normas, mas por necessidade”. Por sua vez, o também aposentado Jefferson dos Santos revelou que não observou muito respeito por parte dos demais moradores no caso. “O pessoal não respeita muito. Se bem que, para entrar nas lojas e mercados, são obrigados a colocar máscaras”, diz. “Muitas lojas ficam com ‘meia porta’ aberta e funcionando. Estão errados, a pandemia só chegou neste patamar pois o povo não respeita”.