[[legacy_image_327822]] Nesta sexta (19), ao completar 57 anos de emancipação político-administrativa, Praia Grande é o quarto destino mais procurado por turistas do Brasil e o segundo no Estado. Recebe cerca de 2 milhões de visitantes na alta temporada e aproximadamente 300 mil pessoas em finais de semana e feriados. Tal realidade impacta diretamente na economia local, principalmente no comércio e na prestação de serviços. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “A gente abriu uma série de demandas, e foram vindo hospitais, atacadistas e até um hotel tipo quatro estrelas de um sindicato, que ainda será inaugurado na divisa com Mongaguá, em Solemar. Isso tudo acontece também graças ao trabalho feito para mobilidade urbana, com malha viária e infraestrutura para deslocamento, por conta desse planejamento que aconteceu nos últimos 30 anos. Ou seja, fizemos a nossa lição de casa”, diz a prefeita Raquel Chini (PSDB). Outro fator importante decorrente da atração de visitantes e do crescimento da atividade econômica é o aumento da arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) em, aproximadamente, 25%, e de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em cerca de 50%, em relação à média de todo o ano, segundo informações da Secretaria de Finanças. “A gente proporciona 24 horas de atividade do comércio, principalmente os barzinhos e restaurantes que trabalham assim. Eles vivem atendendo. Um show acaba às 4 da manhã, e quem estava lá vai ainda para a rua, movimentando a cidade como um todo”, exemplifica a prefeita. O comércio nos bairros de Praia Grande também se destaca e ganha força. Centros comerciais se multiplicam em todas as regiões. Destaque para os existentes em bairros como Boqueirão, Ocian, Samambaia, Caiçara, Vila Sônia, Canto do Forte (a Avenida Marechal Mallet é o maior centro gastronômico da Cidade e referência na região), Quietude e Melvi. Dentro da revitalização da orla, foram construídos 11 restaurantes pé na areia em lugar dos antigos quiosques, gerando cerca de 60 empregos diretos e indiretos por estabelecimento. Há outros tipos de marcos e atrações em Praia Grande que também chamam a atenção de turistas e moradores, como o Portinho, o Parque da Cidade, as feiras de artesanato (Praça Portugal, Praça Nossa Senhora de Fátima e Praça Doutor Roberto Andraus), a Fortaleza de Itaipu, as boutiques do Peixe (Canto do Forte e Ocian), a estátua de Netuno, no Ocian, a de Iemanjá, no Mirim, o Barquinho na Praça Lions, as pistas de skate (Boqueirão e Quietude) e os aproximadamente 100 quilômetros de ciclovias pela Cidade. Além do veraneioSegunda cidade mais populosa da Baixada Santista, com 349.935 habitantes, Praia Grande também conquistou outro feito no Censo 2022, levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): a mudança no padrão da utilização dos imóveis na Cidade. Pela primeira vez desde a realização do estudo, o Município tem mais domicílios ocupados de forma permanente do que de uso ocasional, descaracterizando Praia Grande como uma cidade meramente de veraneio. No total, 130.030 imóveis foram caracterizados como particulares permanentemente ocupados. Os particulares de uso ocasional totalizaram 107.402. “Esses dados embasam diversos indicadores do Governo Federal, inclusive para o repasse e liberação de verbas”, afirma a secretária de Planejamento, Eliana Cristina Jerônimo Ferreira. “Os números demonstram e confiram o que a Prefeitura de Praia Grande já observa há anos, que é a taxa de crescimento significativa da população e a migração de (residentes em) cidades vizinhas para cá.” As alterações apontadas pelo último Censo também demandam um aumento de oferta dos serviços públicos, como saúde e educação, lembra a prefeita Raquel Chini. “Hoje, por exemplo, você vê uma movimentação diferente na praia. Com mais pessoas durante a semana, há uma atenção maior na orla. Aumento da coleta de lixo é outro aspecto, por exemplo, porque as pessoas estão aqui. A demanda aumenta, e tenho que correr atrás, mas a saúde e a educação não tenho como deixar para ano que vem ou para depois. Sou obrigada a fazer para atender a essas pessoas”, explica.