[[legacy_image_266708]] Papel higiênico sujos de fezes, latas de alumínio, garrafas pet, entre outros dejetos. Essa é parte da lista de lixos e objetos jogados pela janela de um condomínio de alto padrão em Praia Grande. Moradores relatam que o descarte irregular acaba caindo dentro de suas casas e causam transtornos. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O edifício de alto padrão fica na Rua Mário Iannelli, na Vila Antártica. Um dos vizinhos- que optou por não ser identificado-, instalou câmeras de monitoramento para flagrar o descarte irregular dos moradores do condomínio após notar a aparição de lixo em seu quintal em novembro de 2022. "Ficavam sempre jogando. Meu marido achava que era o vizinho ao lado e, depois, ficamos sabendo que ele achava que era a gente. Fomos orientados a monitorar para ver se ele estava jogando mesmo”, conta. Após instalarem as primeiras câmeras, notaram que não era o suficiente e instalaram câmeras focadas no prédio. “Colocamos várias câmeras em diversos pontos, pois é difícil você ver caindo do prédio um papel higiênico com fezes voando”. Por conta da quantidade de lixo jogado pela janela, os vizinhos acreditam que seja mais do que um morador do prédio. Ainda não identificaram que é a pessoa que joga os dejetos em direção às casas. Em seguida, a vítima afirmou que, com os demais vizinhos, decidiram entrar em contato com o sindico do prédio e o responsável reforçou que tomaria medidas sobre o caso, mas não houve retorno por parte do homem. Por conta disso, os moradores vítimas do descarte irregular procuraram o advogado Thyago Garcia para abrir uma ação contra o condomínio para cessar, sob pena de multa, o descarte e, segundo o especialista, o Ministério Público (MP) será notificado sobre o caso, pois a atitude é considerada crime ambiental. “As medidas são contra o condomínio e, depois, eles podem propor uma ação regressiva contra os causadores do dano, se eles conseguirem identificar. Também há uma contravenção administrativa, pois existe uma legislação municipal que regulamenta esse descarte e o prédio, através desses moradores, está desrespeitando”, conclui. A Tribuna procurou o condomínio, por meio do síndico, para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.