[[legacy_image_278762]] Vítima de um grave acidente, Danielle Rizzutti Soares, de 23 anos, ainda se recupera dos ferimentos causados pelo atropelamento sofrido no dia 16 de junho na Avenida Ayrton Senna da Silva, no Boqueirão, em Praia Grande. Para seguir com tratamento, ela criou uma rifa on-line para conseguir comprar medicamentos, curativos e itens de saúde. Danielle e o namorado foram atropelados por um carro de luxo enquanto estavam saindo de moto do Litoral Plaza Shopping. A vítima ficou presa debaixo de um BMW, foi internada em estado grave e teve que levar cerca de 30 pontos na cabeça. A mãe dela, Valesca Rizzutti, de 48 anos, explica que a ideia da rifa surgiu dos amigos da jovem que administram um perfil nas redes sociais para publicar atualizações sobre o caso. “Eles (os amigos) que estão ajudando com todas as coisas, como curativos e até mesmo locomoção. Primeiro seria uma vaquinha, mas achamos melhor que fosse uma rifa para premiar quem está ajudando. Existe realmente a necessidade. Está chegando começo do mês e as contas não querem saber se a Danielle teve um acidente, elas vão chegar”, comenta. Os pais da Danielle são trabalhadores autônomos e estão dedicando a maior parte do tempo disponível para cuidar da recuperação da jovem. “Ela está impossibilitada de trabalhar, totalmente. Agora teve um agravante, ela está com o pé quebrado e não podia andar mesmo. Eu também estou impossibilitada e o pai dela está aqui praticamente 24 horas”. “Ela teve várias escoriações pelo corpo. A cabeça, que é o mais agravante, a recuperação está maravilhosa. Temos que cuidar diariamente e com muitos produtos. Inflama e desinflama. Minha filha é nova e queremos evitar que fiquem cicatrizes feias. Além do pé, que está dificultando bastante a vida dela”, relata. Para chegar ao valor total de R\$ 8 mil, foram disponibilizados 4 mil números de rifa a R\$ 2,00, para concorrer ao prêmio de R\$ 500 sorteado pela Loteria Federal. Já foram comprados 582 e é possível participar pelo link. “A rifa é em prol de todos os cuidados da Danielle e os amigos dela fizeram porque existe uma necessidade. São muitos gastos e infelizmente ela não teve nenhum tipo de ajuda do autor desse crime. Estamos tendo que nos virar como dá. Somos autônomos e, se não trabalharmos, não temos dinheiro. São quinze dias que não consigo trabalhar e dificultou bastante”, conclui. Leia mais em:Jovem que estava em garupa de moto é atropelada e arrastada por carro em Praia Grande; VÍDEOJovem tem alta um dia após acidente grave em Praia Grande: 'Milagre'