[[legacy_image_325454]] A luta de Bruno Ramos Rezende de Moraes, morador de Praia Grande, de 26 anos, contra o câncer começou em 2018, quando uma ferida surgiu abaixo de sua língua. Até, então, o rapaz com apenas 20 anos, achou que fosse algo normal e tratou com uma pomada. Mas, em 2019 o diagnóstico veio: Carcinoma Epidermóide, tumor raro para uma pessoa jovem. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! À Reportagem, a mãe de Bruno, Luciana Ramos Rezende, de 42 anos, compartilhou a história do filho. “Começamos a procurar os médicos, aí ele passou com gastro, ele passou com clínico. Um falava que era problema de gastrite, o outro falava que era emocional. E nisso foram se passando os meses”. O diagnóstico foi como um baque, segundo Luciana, Bruno havia acabado de começar a trabalhar e estava feliz. “E veio a notícia que derrubou ele (...) Eu fui conversando com ele, fui falando com ‘meu filho, graças a Deus a gente descobriu e agora é cuidar e tratar e levar uma nova vida com isso’. Aí foi aonde ele foi aceitando o melhor”, lembra. Naquele mesmo ano, Bruno realizou uma cirurgia, onde perdeu 3 centímetros da língua. Esse seria o primeiro procedimento cirúrgico que o jovem enfrentaria durante sua trajetória com o câncer. AjudaEm 2023, Bruno teve uma piora em seu quadro clínico e um oncologista do plano de saúde Transmontano, em que é assistido, disse que não havia mais o que a ser feito, deixando o paciente sob cuidados paliativos. Nesta época, amigos próximos fizeram uma Vakinha para custear uma consulta com um outro oncologista no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para uma segunda opinião. Na consulta, o médico disse que havia um outro tratamento, de imunoterapia, a ser feito para garantir qualidade de vida à Bruno - o que contradizia a palavra do médico do convênio. Ao voltar para o oncologista do convênio, Luciana questionou o porquê de não terem passado a imunoterapia para Bruno e a resposta do médico era de que ele era contra. ”Então ele deixou meu filho sem tratamento por uma opinião dele (...) Então, meu filho quase morreu aqui dentro de casa sem tratamento. E agora ele tem uma progressão da doença. Justamente pela falta de tratamento. Hoje ele tá quadriplégico, sem movimento dos braços e com o sistema neurológico todo afetado”. Em dezembro, o rapaz teve uma piora e precisou ser internado novamente. Bruno sofreu uma embolia pulmonar. Em um texto divulgado na internet, a família aponta o ocorrido como falta de responsabilidade dos médicos do convênio. “Mas para chegar até a internação foram muitas pedras novamente, três meses sem tratamento, prognóstico que não teria mais nada a se fazer a não ser me deixar em casa e me medicar com morfina, que era o que se estava fazendo a três meses, um absurdo e falta de responsabilidade dos médicos e falta de empatia e compaixão”. Bruno teve alta no réveillon, para receber cuidados em casa. Entretanto, a família não tem condições de mantê-lo, por isso, fez uma vakinha online, para ajudar a custear os gastos. Até o fechamento desta matéria, quase 800 pessoas doaram e já arrecadaram mais de R\$ 35 mil, entretanto a meta é R\$ 100 mil. [[legacy_image_325455]] LutaMais velho de quatro irmãos, Bruno tem todos os cuidados da família voltados a si, uma vez que não conta com ‘home care’. Luciana se dedica integralmente aos cuidados do filho. “Eu não consigo deixar com que eu esmoreça, né? Porque, eu acho, que quando eu entrar nessa sintonia, eu não vou conseguir lutar com mais nada. Então eu tento ficar o mais forte possível. Eu falo que hoje eu só consigo resolver os problemas do Bruno, os meus, eu já não consigo mais. Eu não tenho cabeça para isso”, diz. A mulher ainda ressalta sobre as dificuldades que enfrenta. “Você tá na luta contra uma doença que é triste, uma doença sem cura, fatal. A qualquer momento o Bruno pode não estar mais aqui com a gente”. Luciana também diz que está com uma advogada, para garantir os direitos do filho. Seu desejo é de que Bruno tenha qualidade de vida, aconchego e acesso aos cuidados que merece. A Vakinha Online ajudará a família a custear o tratamento e cuidados com Bruno. Se você deseja ajudar, clique aqui. Posicionamento do convênioA Reportagem entrou contato com o plano de saúde para entender as diretrizes de atendimento e também o posicionamento sobre o estado de saúde de Bruno, que respondeu em nota. "Conforme determinação legal, qualquer informação acerca dos serviços prestados aos associados, só podem ser transmitidas ao próprio ou ao seu representante legal. Esclareço ainda que o paciente vem sendo assistido de acordo com as diretrizes técnicas e administrativas acordadas".