[[legacy_image_327879]] A história de Praia Grande começa muito antes da emancipação. As terras que pertencem à Cidade atualmente eram da Capitania de São Vicente, que tempos depois virou Capitania de São Paulo e, séculos mais tarde, Estado de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O rei de Portugal entregou a Capitania de São Vicente a um nobre chamado Martim Afonso de Sousa, que esteve aqui explorando a terra e fundando vilas, entre 1532 e 1533. Depois disso, Sousa nunca mais voltou. Ele ficou envolvido com expedições que iam para as “Índias” buscar riquezas para vender na Europa. Quem administrava a capitania era sua mulher, Ana Pimentel, que enviava outros administradores para a região. A capitania era gerenciada por pessoas que viviam na Vila de São Vicente. Nela, se instalaram os primeiros portugueses que colonizaram a região e investiram nos primeiros engenhos de açúcar. Plebiscito e eleiçãoO movimento de emancipação de Praia Grande começou em 1953. Júlio Secco de Carvalho liderou o movimento juntamente com Nestor Ferreira da Rocha, Heitor Sanchez Toschi, Israel Grimaldi Milani e Dorivaldo Loria Júnior, por exemplo. Houve muita resistência por parte de São Vicente, pois significava a perda de quase 23 quilômetros de praias. Em 1963, foi realizado um plebiscito, que é a maneira pela qual a população faz sua escolha por intermédio do voto. A emancipação, porém, não veio de imediato, ocorrendo apenas em 19 de janeiro de 1967. O engenheiro Nicolau Paal foi nomeado interventor federal no Município. A Prefeitura teve instalação provisória no Ocian Praia Clube. A primeira eleição municipal em Praia Grande foi promovida em 15 de novembro de 1968. O vencedor foi Dorivaldo Loria Júnior, justamente um dos que, 15 anos antes, haviam iniciado o movimento de emancipação. Tributo, medalhas, caminhada, fogos e 'surpresa'O Tributo aos Emancipadores abrirá, a partir das 17 horas, as comemorações pelo aniversário de 57 anos de emancipação político-administrativa de Praia Grande. A cerimônia cívica será na Arena Guilhermina, na praia, na direção da Rua Leblon. Na sequência, haverá entrega de medalhas de Honra ao Mérito da Prefeitura. A intenção é agraciar cidadãos e instituições que se destacaram nos campos cultural, científico, artístico, desportivo, cívico ou de assistência social, de modo a promover ou divulgar o Município. Entre os homenageados neste ano, estão profissionais de assistência social, comerciantes, ambulantes, feirantes, artesãos e voluntários em unidades e eventos municipais. Para as 18 horas, a Prefeitura anunciou apenas que haverá uma “surpresa”. Às 18h30, também a partir da Arena Guilhermina, será iniciada a Caminhada dos Emancipadores. Mais de 4 mil pessoas se inscreveram para o evento e outras centenas devem participar da atividade, que será animada por um trio elétrico. O trajeto terminará na Arena do Canto do Forte, com uma queima de fogos sem estampido, prevista para as 19h30. O espetáculo pirotécnico compensa, de certa forma, a frustração pelo cancelamento do espetáculo em cima da hora no Réveillon. “O contratado se ofereceu para fazer o evento, sem nenhum custo a mais, com cinco balsas no local. Ele disse que trabalhava há 52 anos no setor e não iria furar um”, revelou a prefeita Raquel Chini. Sorrindo, a prefeita preferiu encarar a situação pelo lado positivo. “Tudo estava calculado, mas foi um grande infortúnio, por ter acontecido uma virada que não se esperava. Não era para ser. Era para ser no aniversário da Cidade”, comentou. Em 31 de dezembro do ano passado, uma carga de fogos de artifício tombou de uma balsa localizada na praia da Vila Tupi. Posteriormente, os artefatos foram removidos e encaminhados para descarte. Por orientação da Capitania dos Portos, em razão do mau tempo, a Prefeitura decidiu cancelar o espetáculo por completo. A partir das 22 horas, a comemoração será no Kartódromo Municipal. A cantora Mari Fernandez e o grupo Menos é Mais apresentarão seus grandes sucessos no palco do Estação Verão. A abertura dos portões está prevista para 19 horas.