[[legacy_image_282173]] O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) condenou a empresa DPaschoal e a construtora WDS pela morte do funcionário Marcelo Ribeiro, 48 anos, que caiu do telhado da empresa onde prestava serviços de reforma em Praia Grande, no litoral de São Paulo. De acordo com o advogado Fabrício Pasocco, ambas terão que pagar R\$ 600 mil de indenização por danos morais, mais pensão mensal vitalícia para a viúva e pensão mensal para dois filhos menores de idade até que completem 21 anos. “O Marcelo foi fazer o trabalho juntamente com mais dois ajudantes, porém não teve a assistência necessária por parte da WDS no que diz respeito ao fornecimento correto de equipamentos e do cumprimento das normas de segurança para trabalho em altura (NR-35). A Dpaschoal (dona da obra) também foi condenada de maneira solidária pelo fato de não ter exercido a fiscalização correta, bem como por não ter se assegurado que as normas de segurança para trabalho em altura (NR-35) foram cumpridas adequadamente no local de trabalho”, explica. O acidente aconteceu em novembro de 2021. Segundo a filha de Marcelo, fazia três dias que o pai tinha sido contratado. Ele realizava a troca de telhas da loja, quando caiu de uma altura de aproximadamente 7 metros. Para ela as duas empresas foram negligentes e não prestaram o atendimento necessário para o pai. “Testemunhas nos contaram meu pai foi socorrido por outro trabalhador que me ligou e chamou a ambulância, pois não tinha nenhum profissional responsável na obra”, conta a estudante de direito Noemia Martinez Ribeiro, de 23 anos. Ainda segundo a filha, o pai estava contente com o emprego novo e era muito trabalhador. “Trabalhador, alegre, carinhoso e muito presente na nossa rotina familiar. Viver sem presença dele tem sido horrível para todos nós e saber que nada irá trazer ele de volta para nós é o mais dolorido”, desabafa. A decisão ainda cabe recurso, mas a família acredita que a justiça será feita. “Que a Justiça está sendo feita e podemos confiar no judiciário brasileiro assegurando a vida e o direitos de trabalhadores que assim como meu pai tiveram suas vidas perdidas pela falta de segurança e seriedade das empresas com seus trabalhadores”, conclui. Em nota, a DPaschoal disse que lamenta o incidente e reitera que o Marcelo Ribeiro trabalhava para a empresa WDS, que foi contratada pontualmente para realização de uma obra. Disse ainda que os prestadores de serviços passam por um rigoroso processo de contratação e validação e, havendo comprovação de negligência pela empresa contratada, a DPaschoal tomará as medidas cabíveis. Quanto a decisão judicial, a DPaschoal informa que “respeita as Leis e o Poder Judiciário e que seguirá tratando a questão via judiciário”. A Tribuna também tentou contato com a empresaWDS, mas até o fechamento da reportagem não teve retorno.