[[legacy_image_287837]] A Justiça de Praia Grande absolveu o empresário Ricardo Penna Guerreiro, de 46 anos, acusado de estupro de vulnerável contra a ex-mulher, Juliana Rizzo. Na denúncia, feita em janeiro deste ano, ela disse ter sido estuprada sob efeito de remédios. O advogado dela afirma que vai recorrer. Ricardo foi preso no dia 27 de janeiro, no Canto do Forte, após a mulher apresentar uma série de provas à polícia. Ela chegou a gravar um dos momentos em que teria sofrido o estupro, supostamente dopada de antidrepressivos. Segundo apurado por A Tribuna, a comarca de Praia Grande entendeu que não há provas suficientes para a condenação. Alguns depoimentos e testemunhos também foram contraditórios. Um dos motivos para a absolvição diz respeito aos efeitos dos medicamentos que Juliana tomava. Ela afirma que o ex-companheiro a estuprava sem que ela pudesse reagir, pois não conseguia oferecer resistência devido à ingestão. A psiquiatra que a acompanhava, porém, disse que os remédios não seriam capazes de alterar os níveis de consciência da vítima. A decisão em primeiro grau também considera que os medicamentos foram tomados no período noturno. Já o vídeo que registrou uma das relações sexuais foi gravado pela manhã, sendo que não há provas sobre o tempo de duração do efeito. Advogado vai recorrerEm nota, o advogado de Juliana, Fabrício Posocco, informou que recebeu a decisão – que é do dia 27 de julho – com surpresa e que “ingressará com recurso cabível no momento oportuno”. Ele acredita que o Tribunal de Justiça de São Paulo poderá analisar as provas no processo e dar um desfecho diferente “a esse caso tão delicado”. “O escritório Posocco & Advogados Associados conclui afirmando que continuará trabalhando na proteção e no enfrentamento à violência contra a mulher, confiando na atuação do Ministério Público e na Justiça”, diz o comunicado. Ricardo ainda é condenado por ser coautor de seis tentativas de homicídio e é réu em outros dois processos criminais no Foro de Praia Grande, ambos tramitando em segredo de justiça. Os dois têm como vítimas as ex-mulheres dele e um tem como base a lei Maria da Penha.