[[legacy_image_228805]] Um número errado de telefone por pouco não colocou em risco uma vaga de emprego para Stefany Fernandes Carneiro. Participando de um processo seletivo para trabalhar no Mercado Extra do bairro Vila Caiçara, em Praia Grande, ela se envolveu numa confusão que foi desfeita pela insistência de uma empresária - mas que poderia ser chamada de anjo da guarda. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A empresária Ana Carolina Cederboom, após receber mensagens dos recrutadores em busca de Stefany, fez uma postagem no Facebook indicando do que se tratava, para que chegasse à candidata ao emprego. Depois de 68 curtidas, 15 comentários e 781 compartilhamentos, um rapaz que seria o marido de Stefany, a procurou. Mas ela não conseguiu mais retorno e espera que a vaga tenha sido preenchida por Stefany. "Eu tô chocada (com a repercussão). Foi um ato tão natural pra mim, mas acho que não é todo mundo que faria isso. E por isso está repercutindo", diz a empresária. Em contato com a Reportagem, ela descreveu como a história inusitada aconteceu. O primeiro contato recebido por Ana Carolina foi na última segunda-feira. O texto era animador - mas não era dirigido à empresária, que atua nos ramos de Tecnologia e Eventos. "Respondi que não era a pessoa que procuravam", conta. Dois dias depois, nova mensagem em seu celular, direcionada à postulante a uma vaga de emprego. [[legacy_image_228806]] "Stefany Fernandes Carneiro, quando puder, preencha o link abaixo conforme falamos", dizia o recado. Era um formulário para vaga de emprego e o endereço da unidade do mercado, na Avenida Presidente Kennedy. Foi a senha para que a empresária fosse às redes sociais expor a situação e, quem sabe, achar a garota desempregada. "Ainda não descobri qual foi o erro no número do telefone que acabou levando as mensagens até mim", acrescenta Ana Carolina. Mas foi quando um rapaz chamado Felipe Gabriel, que se apresentou como marido de Stefany, fez contato com ela que sua atitude altruísta ganhou todo o sentido. "Eu fiquei feliz (que ele tenha me procurado). Antes de compartilhar o telefone da empresa, eu entrei no Facebook dele e procurei por ela, vi fotos. Mas não consegui falar com a Stefany", descreve. VagaA Reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do grupo Pão de Açúcar para saber se Stefany foi efetivamente contratada. Não houve resposta até o fechamento desta edição. Mas, caso não houvesse o match entre a empresa e a candidata à vaga de emprego, Ana Carolina a contrataria? Segundo ela, se houvesse condições econômicas, sim. "A empresa de tecnologia é uma consultoria. Sou MEI. Então sou eu, Deus e os orixás. Já a empresa de eventos corporativos, eu abri agora em setembro. Porque é um ramo que precisa ser preenchido por uma mulher preta. Então, eu abri. É óbvio que, se tivesse capital na minha empresa, contrataria a Stefany, sim. Por ela ser mulher, por ser uma mãe, por provavelmente deve estar voltando agora para o mercado de trabalho. Mas, infelizmente, dependo do giro da roda do mercado para poder investir na empresa", explica.