[[legacy_image_164675]] Após uma professora ser flagrada agredindo uma criança de um ano e dez meses na Escola Paris, em Praia Grande, a diretora da unidade de ensino afirmou estar muito abalada com a situação. "A impressão que tenho é que as pessoas estão adoecendo. É difícil porque você contrata um funcionário acreditando nele. Ela é formada e, se estudou para isso, gosta da profissão". Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista à A Tribuna, a mulher - que prefere não se identificar - diz que apesar da escola tomar as providências procurando a polícia e demitindo a funcionária, a direção ainda sente dificuldades para manter a unidade de pé. “O que realmente está me movendo são alunos e ex-alunos que estão entrando em contato e vindo para nos apoiar. É o que está nos segurando”. Por isso, ela considera importante se colocar à disposição em prol da transparência da escola, que está sendo julgada por pessoas que não conhecem a instituição, que tem 23 anos de história. “É uma justiça que o nosso depoimento seja ouvido para as pessoas saberem quem realmente somos. Somos uma escola pequena e familiar. Tratamos as crianças como se fossem da família”. Ela relembra que a mulher acusada das agressões é uma funcionária que foi estagiária da unidade escolar. Segundo a diretora, a profissional nunca tinha demonstrado qualquer atitude violenta e, momentos antes das agressões, estava com outro estudante no colo. [[legacy_image_164676]] “Uma (outra) criança estava em estado febril e então nós ligamos para mãe, que estava em São Paulo. Até a mãe chegar, foi ela (funcionária) quem praticamente ficou com a criança o tempo todo”, comenta a diretora que, durante esse período, não notou nenhuma atitude estranha da profissional. Ainda segundo a diretora, a profissional estava tratando o bebê (com febre) muito bem. “A gente pode ver isso nas câmeras e eu, inclusive, vi pessoalmente. Como poderia imaginar que, de repente, aquela mesma pessoa poderia estar agindo daquela forma com outra criança?”, desabafa, classificando o momento das agressões como “repentino e estranho”. A diretora lembra que ao questionar a funcionária sobre a agressão, ouviu que tinha sido uma “brincadeira”. Ao confronta-la novamente, a resposta foi outra, de que não sabia o motivo de ter agido de forma violenta. Relembre o casoAs agressões aconteceram no dia 15 de março e foram flagradas por câmeras de segurança. A escola demitiu a funcionária por justa causa, lamentou o caso, se solidarizou com a família e procurou a Polícia Civil para registrar o caso.A mãe da criança optou por retirar a filha da unidade de ensino e registrou um boletim de ocorrência.