[[legacy_image_264107]] Miguel Manoel Silva Cabral de Oliveira, um menino de 10 anos que mora em Praia Grande com a mãe é considerado mais inteligente que 99,8% das crianças da mesma idade. Em 2018, ele foi diagnosticado com superdotação e um QI de 142 (superinteligência classificada de Genialidade) e, desde então, a família luta para que Miguel tenha uma educação de qualidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Ele não está querendo ir pra escola porque já sabe o conteúdo. Ele aprende muito rápido”, explica a psicóloga e mãe de Miguel, Rosangela Manoel da Silva, de 40 anos. A criança já estudou na Escola Municipal Ary Cabral, no bairro Quietude, e atualmente está no 5º ano do ensino fundamental de uma escola particular em Praia Grande. “Ele começou a ler sozinho a partir dos 2 anos e aprendeu a tocar teclado de ouvido. Adora ler livros infanto-juvenil pra cima, enquanto a escola pede para ele ler os infantis”, relata a mãe. Além disso, a criança foi aceita pela Intertel, uma sociedade internacional de alto QI para pessoas com uma pontuação superior a 99% da população mundial. Segundo o laudo de avaliação neuropsicológica, durante a pandemia “Miguel passou a reclamar frequentemente da qualidade do ensino público, didática e metodologia adotada em sala de aula pelo professor. Tinha pouco conteúdo semanal, tendo a família contratado apoio particular para reforço ao aprendizado escolar”. [[legacy_image_264108]] Superdotação A superdotação, também conhecida como Altas Habilidades/Superdotação (AHSD), é uma condição em que uma pessoa apresenta habilidades intelectuais ou talentos acima da média em relação à população em geral. Ela pode ser identificada através de testes de inteligência e avaliações psicológicas, que medem habilidades cognitivas, criatividade, entre outros aspectos. O Brasil tem 24.424 estudantes considerados com altas habilidades/superdotação, de acordo com o último Censo Escolar do Brasil, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2020. A advogada Claudia Hakim, que tem dois filhos com altas habilidades, acabou se especializando em direito educacional. Ela explica que são diversas as leis que garantem o direito dos alunos superdotados; e a própria Constituição Federal, que garante a todo tipo de aluno o acesso ao nível mais elevado de ensino, segundo sua capacidade. “O aluno superdotado que vai estar apto para a aceleração de série é um aluno que nos testes de inteligência vai atingir uma pontuação acima de 120”. Porém, ela diz ter encontrado muita resistência e muitas barreiras por parte das secretarias de educação representadas pelas diretorias de ensino. De acordo com a lei brasileira, crianças superdotadas podem ter o direito de terminar seus estudos no menor tempo possível e devem receber apoio individualizado das escolas, incluindo um plano de ensino específico. Para isso, é necessário ter um laudo de avaliação neuropsicológica que ateste a maturidade da criança. O papel da escola A especialista em direito educacional diz que a escola tem um papel muito importante no processo de aprendizagem e cumprimento da lei que garante os direitos de alunos superdotados. “Quando a gente tem o apoio da escola fica muito mais fácil o processo. Isso porque os advogados precisam das documentações que a escola fornece”. Ela diz que o ideal seria que os pais e/ou responsáveis pela criança superdotada procurassem uma escola que apoiasse e soubesse a questão da superdotação, fazendo, assim, uma sondagem com ele dos conteúdos da série que ele pretende pular.Miguel também já apresentou um TED Ed, em 2022. "Ele fez a apresentação tudo sozinho", explica a mãe Rosângela. Assista abaixo: [[legacy_youtube_NzqtHF1dC7I]]