[[legacy_image_259153]] Prefeita de Praia Grande, Raquel Chini (PSDB) comentou fatores que explicam o crescimento da Cidade nos últimos anos, o aprimoramento da infraestrutura para receber um número cada vez maior de novos moradores e de turistas. Também reforçou a necessidade de interlocução com o Governo do Estado, para viabilizar obras importantes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Quais fatores acredita que contribuíram para um crescimento tão expressivo da Cidade, se tornando a segunda mais populosa da região?Destaco, com certeza, a infraestrutura da Cidade. Sempre digo que o planejamento é tudo em todas as atividades, e não é diferente em uma cidade. Estamos há 30 anos (crescendo) e, desde aquela época, há um plano para nossa Cidade. A gente vem aprimorando, implementando coisas. As pessoas vêm em busca de coisa boa. Ninguém vai para um lugar ruim. O Município recebe milhares de turistas todos os anos, mas têm recebido pessoas também para morar, em busca de qualidade de vida e também de oportunidades. Onde estão essas oportunidades? Nos grandes empreendimentos que, junto com a infraestrutura, vieram: são hospitais — já temos um pronto e outro inaugurado em março (Hospital Igesp, do Grupo Trasmontano), o que vai gerar cerca de 6 mil vagas diretas e indiretas. Os grandes atacadistas que vieram, o shopping que deve começar ainda neste ano, no segundo semestre, na Vila Mirim. Temos o Andaraguá, aeroporto que seria um grande polo de desenvolvimento não só para Praia Grande, mas para a Baixada. As pessoas vêm aproveitando as oportunidades. Isso gera um desafio para a Administração Municipal, porque mais moradores requerem mais estrutura, escolas e hospitais. Como foi o planejamento? Praia Grande já é uma cidade com crescimento muito alto de população, com um processo migratório. É um desafio conseguir atender todas demandas de creche, escolas. Fomos obrigados a ter mais creches, correndo atrás de terrenos. As pessoas dizem: “Ah, tem muito terreno”. Tem, mas não é meu. A gente busca áreas e otimizar o que a gente já tem com reformas. As pessoas vêm atrás de um atendimento que estaria bom, mas acaba ficando ruim pela demanda. Mas a gente não pode deixar de fazer por conta disso. Pensar numa solução para proporcionar o melhor aos que escolheram Praia Grande. Para algumas pessoas, existe a percepção de uma cidade dividida: uma, do lado da orla, e outra, do lado oposto da Via Expressa Sul. Como fazer para mudar isso? E como está o investimento em segurança? Segurança sempre foi prioridade. Já estamos reformulando nossa segurança. Hoje, com os índices reduzidos de roubo e furto, a sensação de segurança aumentou bastante. Ainda existem aqueles furtos de correntinha, coisa de molecada. Estamos levando também para os bairros o monitoramento. Possuo um mapa das 3,3 mil câmeras, para focar nos lugares onde a gente tem demandas de brigas nas escolas, por exemplo. Estou incluindo tudo no nosso monitoramento, para ser igual na Cidade toda. E quando a gente fala de expansão, Praia Grande tem muitos terrenos, mas não necessariamente eles são da Prefeitura. Isso vai trazer novos investimentos. Como é a projeção para os próximos anos? Essas áreas grandes que nós temos dependem de licenciamento ambiental, o que é um problema. Porque você não consegue fazer acontecer um projeto de anos. Vai mudando a legislação, vai mudando o gestor, muda o olhar, muda chefia daqui, de lá... A gente precisa vencer esse impasse e utilizar as áreas, para provocar o desenvolvimento. Tem que ter uma revisão nesse processo ambiental. Não adianta a gente querer tudo para o meio ambiente e deixar pessoas sem uma casa. Precisamos ter um misto disso, para a gente conseguir ter um crescimento ordenado e saudável. VLT em Praia Grande: qual a expectativa da Cidade? É um sonho nosso. Um projeto que discutimos desde 2012. Esse olhar do Governo do Estado com a Cidade, com o Litoral Sul. Na verdade, tem uma demanda que vem lá de Peruíbe. E por que?Lá atrás, se fixou tudo em Santos, como as referências de saúde. Então, ele (o cidadão) se desloca: se tem um problema cardíaco, sai do sul para ir a Santos fazer um tratamento, com um custo do transporte muito alto. Se a pessoa tem só para o transporte, não vai conseguir nem se alimentar. Que todos gastem menos, tenham (serviços) mais perto e não sobrecarreguem as outras cidades, seja Praia Grande, seja Santos. Isso também impacta no trânsito da Cidade. Quero que, pelo menos, aceite-se trabalhar o projeto. A gente precisa que o Estado, pelo menos, nos ouça. Temos um Plano Regional de Mobilidade. O tempo gasto hoje poderia ser utilizado com a família. A presidente da Associação Comercial e Empresarial de Praia Grande, Luciana Viana, também participou do Papo Tribuna de ontem. Ela falou sobre o perfil de quem empreende na Cidade, deu dicas para quem sonha com o próprio negócio e destacou a expansão do setor de gastronomia, com diversas opções de bares e restaurantes. Qual é o perfil de quem empreende hoje em Praia Grande? A Cidade tem crescido muito nesse lado comercial. Nossa Associação Comercial acompanha esse crescimento. São muitos comércios que estão inaugurando e muitos outros reinaugurando. Por conta da pandemia, ficaram parados e, agora, conseguiram se reerguer. São diversos segmentos. Praia Grande está crescendo muito, e isso é um presente para a nossa Cidade. Os setores da construção civil e de comércio e prestação de serviços são os que mais cresceram?A construção civil tem crescido cada vez mais em Praia Grande. Deu realmente um boom. Então, há vários empreendimentos sendo entregues e muitos outros sendo construídos. Isso é reflexo das pessoas que estão vindo de outras cidades, estão apostando em Praia Grande. O setor de gastronomia também tem se expandido, com muitos bares e restaurantes... Temos como exemplo disso a Avenida (Marechal) Mallet, o nosso centro gastronômico. Há por volta de 40 bares e restaurantes de todos os tipos. Já existe uma cultura, e os moradores não precisam mais sair da Cidade para degustar alguma coisa que seja do seu gosto. Nos últimos dez anos, o número de empresas na Cidade triplicou. Qual é a projeção para os próximos anos?De mais crescimento, com certeza. Está todo mundo apostando em Praia Grande, porque ela está em evidência. É a quarta cidade mais visitada do Brasil, com um grande crescimento da construção civil. Eu acredito que Praia Grande tem a seu favor ser uma cidade acolhedora. Chega um novo empresário à Cidade e ele se sente acolhido. Ele procura a Associação Comercial, que é o ponto de referência, para dar um apoio para o comércio. Os serviços públicos também funcionam muito bem, e isso atrai. Qual o perfil desse novo empreendedor? É um morador da Cidade? O empreendedor vem de outras localidades da Baixada ou, até, de São Paulo? Tem de tudo. Mas o que a gente está vendo bastante são pessoas de fora: de São Paulo, do Interior ou, até, de outro Estado. Elas chegam à Cidade apostando. Não conhecem muita gente, mas nos procuram dizendo que querem empreender. Têm apostado e dado certo. Até pela extensão da Cidade, a gente não tem um perfil central, com tudo num único bairro. O Município foi se expandindo. Essa é uma tendência de Praia Grande, até por sua geografia? Estamos vendo que muitos bairros têm vida própria, com seus comércios, e as pessoas consomem lá mesmo. Não têm a cultura de, por exemplo, morar na Vila Sônia e ir até a (Avenida) Costa e Silva ou ao (Bairro) Ocian para comprar um remédio ou uma roupa nova. Isso é legal, porque faz a economia girar dentro do próprio bairro. Isso ajuda os moradores que abriram os seus pequenos comércios a crescer. Para encerrar: como consegue enxergar a Cidade daqui a alguns anos? A expectativa é de crescimento. Estamos na continuidade. Começou há anos, houve um boom e está cada vez melhor, por conta da continuidade na Administração Pública. Só não nasci em Praia Grande, porque não havia maternidade à época. Mas a gente cuida da Cidade com amor e carinho. As pessoas que estão chegando sentem isso e vão fazer com que a Cidade se transforme mais ainda.