[[legacy_youtube_YL-XksEZipQ]] Um comerciante de Praia Grande que estava no protesto contra o ‘lockdown’, realizado nesta segunda-feira (22), em frente à Prefeitura da cidade, sente na pele as dificuldades financeiras geradas pela paralisação temporária dos empreendimentos considerados “não essenciais”. A equipe de ATribuna.com.br acompanhou essa manifestação e conversou com o proprietário da loja “Ralícia Modas", localizada no bairro Samambaia, Agnaldo dos Reis da Silva, que afirmou que recentemente teve uma convulsão e crise de choro após demitir quatro funcionários. Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! De acordo com o comerciante, que também discursou no ‘carro de som’ presente no local, a demissão de quatro dos cinco colaboradores de sua loja o abalou profundamente. “De sexta para sábado, tive um desmaio nervoso e chorei de angústia por três horas. Quantos comerciantes não estão passando por isso? Pergunto: será que o lockdown é correto? Será que fechar tudo é a maneira mais correta, ou vão matar muitos pais de família?”, questiona Silva. “Tive uma convulsão, tanto que a minha língua está mordida, mas não fui ao hospital, fiquei chorando na cama e não ‘só’ por mim”. Mais cedo, ATribuna.com.br registrou a manifestação contra o ‘lockdown’. A medida entrou em vigor nesta terça (23), seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), na tentativa de diminuir o elevado número de casos de Covid-19. “Temos vivido uma situação difícil aqui. Sem dinheiro para pagar fornecedores ou funcionários. Há 30 anos trabalhando, nunca tive uma ação trabalhista. Porém, cheguei nunca situação na qual preciso dispensar meus colaboradores. Eram cinco, agora, vou ficar com um só, e talvez nem ele daqui para frente”, relata. “Em Birigui, um parceiro comercial sofreu um infarto e faleceu. Não conseguiu pagar as suas dívidas e os seus funcionários”. [[legacy_image_63847]] Silva também comentou sobre o protesto: “Eles [os políticos] só conseguem aprovar leis para engessar o cidadão, mas queremos liberdade, trabalhar e comer, não mendigar! Queremos ganhar o nosso pão e levá-lo para nossos filhos e netos decentemente. Não queremos força política, mas sim o direito de ‘ir e vir’, de ir para uma Igreja ou feira. Esses são os direitos que queremos”. “Não é o comércio que vai espalhar a Covid, pode ter certeza disso. É mais fácil você pegar num banco ou mercado cheios do que numa loja com apenas duas ou três pessoas. Hoje, o comércio está vazio, não tem movimento e está muito difícil”, finaliza. A equipe de ATribuna.com.br entrou em contato com a Prefeitura da cidade sobre o protesto realizado. Confira, abaixo, a nota oficial emitida: “A Prefeitura de Praia Grande ressalta que segue tomando medidas para reduzir o impacto para os setores da economia local que estão sendo afetados devido os desdobramentos da pandemia da covid-19. Ao longo desta pandemia a Administração Municipal vem adotando duas linhas de atuação: salvar o máximo de vidas possíveis e também manter o funcionamento dos comércios. Por conta do trabalho preventivo desenvolvido na Cidade e também da estrutura da Saúde existentes para o enfrentamento da covid-19, em determinado momento o Município adotou diretrizes próprios não acatando a faixa do Plano São Paulo e mantendo os comércios abertos. Infelizmente, com a atual escalada de casos e internações no Município se faz necessário atender a 'fase emergencial' do Plano, com a liberação momentânea apenas do funcionamento de serviços essenciais. A Prefeitura solicita ainda o apoio e a colaboração da população nesta fase tão delicada e importante de enfrentamento da pandemia. Cada um deve fazer a sua parte, usando máscara, álcool em gel e praticando o distanciamento social e saindo de casa apenas para ações essenciais. Ações A Prefeitura de Praia Grande está adotando novas medidas para amenizar os impactos da pandemia. A Cidade anunciou, no último dia 12, que mais de 8 mil famílias residentes na Cidade receberão o auxílio de cestas básicas pelos próximos dois meses. A medida beneficiará pessoas que estão em vulnerabilidade social e ainda profissionais de alguns setores da economia. Outra ação que será detalhada em um novo decreto municipal que deverá ser publicado na próxima semana diz respeito as taxas cobradas pela Prefeitura para liberação de atuação de determinadas atividades. Serão prorrogados até o dia 15 de dezembro de 2021 os pagamentos dos alvarás de permissionários e também do comércio em geral. Nos últimos meses, alguns setores receberam através de recursos próprios da Prefeitura de Praia Grande até um auxílio financeiro como, por exemplo, os transportadores escolares. Esses profissionais contaram com três parcelas de auxílio no valor de R\$ 1.500.”