[[legacy_image_239836]] Banhistas de Praia Grande foram surpreendidos nesta terça-feira (17) ao encontrarem uma caravela-portuguesa (Physalia Physalis), um cnidário do mesmo filo das águas-vivas, na faixa de areia da praia da Ocian. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A presença do animal no oceano é motivo de alerta. O biólogo Ricardo Samelo afirma que a caravela-portuguesa pode causar queimaduras nos banhistas. “Tem células chamadas de cnidócitos, especializadas na captura de alimento e defesa do animal, e estas células que estão localizadas em seus longos tentáculos possuem toxinas”. O especialista explica que, quando encontrar uma, é recomendável manter distância do animal. A atenção deve ser redobrada dentro do oceano, pois a parte visível não representa o tamanho do cnidário. “Os tentáculos que estão submersos, são bem longos e podem atingir vários metros. Ao tentar se aproximar, o banhista pode tocá-los sem ver ou perceber”. Caso sofra com a queimadura do animal, o profissional informa que a melhor solução é lavar com a própria água do mar. “Jogar água doce pode piorar. O ideal é colocar bastante água do mar para tentar remover algum fragmento de tentáculo que tenha ficado aderido na pele, mas jamais deve-se esfregar o local da lesão, isso pode piorar muito”. O animal oferece uma dor intensa quando entra em contato com um banhista, com duração de cerca de 30 minutos. Além disso, pode causar coceira e vermelhidão. Não é recomendável coçar o ferimento. “É interessante buscar uma opinião médica, principalmente em casos de crianças”.