[[legacy_image_59977]] Uma cadeirante de Praia Grande, no litoral de São Paulo, alega ter sido impedida de trabalhar por funcionários de um supermercado, no bairro Nova Mirim. Ela vende doces e balas pelas ruas do município, para conseguir o sustento da família. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em postagem nas redes sociais, Lívia Mendes explicou o ocorrido. Na ocasião, ela estava acompanhada da filha, já que não tinha com quem deixá-la enquanto trabalhava. "O gerente do local veio me perguntar se eu não tinha medo do Conselho Tutelar tirar minha filha de mim, por ela estar ali comigo. Ela só veio porque não tenho com quem deixá-la. Levo ela porque eu preciso trabalhar. O que eu realmente tenho medo é de ela passar necessidade", desabafa. Segundo Lívia, o impasse começou na última quarta-feira (23) e só terminou na sexta (25), após discussões e até revolta por parte de clientes da unidade. Ela conta que, na quinta (24), após já ter conversado com a gerência do estabelecimento, um cartaz foi colado na parede do local, orientando a não contribuir com o trabalho de rua. Uma viatura da Polícia Militar chegou a ser acionada. "Eu estou trabalhando, não pedindo dinheiro. Apesar de muito triste, não posso me abater. Minha filha precisa de mim, e eu só quero trabalhar", ressalta a cadeirante. Ela afirma que estava próxima à saída do estabelecimento, mas sem obstruir a passagem dos clientes. Em nota, o Assaí Atacadista de Praia Grande disse que "orienta os vendedores que trabalham do lado de fora da unidade a não bloquear a entrada principal ou a saída". A loja ressalta que a ida da polícia à unidade na última sexta (25) não teve relação com a vendedora. Em relação ao cartaz, a loja afirma que se trata de um material oficial de Secretaria de Assistência Social do município, tendo como intuito "orientar os clientes sobre a presença de pedintes".