[[legacy_image_273095]] O vereador de Praia Grande Whelliton Silva (PL) se diz vítima de “perseguição política”. Em 2022 ele foi acusado de estupro, coação e tráfico de influência juntamente com a mulher, a ex-vereadora Janaina Ballaris, pela munícipe Letícia Almeida Holanda de Albuquerque. Essas acusações foram arquivadas pela Justiça e pela Câmara. E, recentemente, o pai de Letícia afirmou, em ligação à ex-vereadora, que a filha estaria “sendo usada” para atingir o casal. Após o telefonema, o vereador declarou, na sessão de 10 de maio, que Letícia estaria sendo defendida por “uma menina”, em referência à advogada Natasha Cunha e Silva. O uso do termo foi caracterizado como quebra de decoro, e Silva virou alvo de um pedido de cassação no dia 23. [[legacy_image_273096]] O vereador entregou defesa na última sexta-feira (2). A Comissão de Ética do Legislativo tem até sexta desta semana (9) para aceitar ou arquivar a denúncia. “A pessoa (Natasha) diz que eu a difamei porque a chamei de menina, mas não a chamei de uma maneira depreciativa, e sim, por ela ser uma pessoa nova e eu ter 50 anos. Mais um pedido de cassação frágil, mas que dá dor de cabeça”, afirma. O pedido foi expedido pelo presidente da Câmara Marco Antonio de Sousa, o Marquinho (PSDB) — que Silva considera peça de uma trama contra si. “Afirmo, de forma categórica, que os vereadores não fazem parte disso, mas o presidente (da Câmara), sim. Ele tem o poder de encaminhar o pedido ou não. Isso eu argumentei e, mesmo assim, ele encaminhou o pedido”, comenta. O vereador cita uma denúncia apresentada por um praia-grandense contra Marquinho, relatando um suposto esquema entre Natasha e a mulher do presidente da Câmara. Foi rejeitada pelos vereadores. Conforme Silva, tudo teria começado após Marquinho ter ameaçado Whelliton e Janaína depois de vídeos que postaram em redes sociais, nos quais questionaram a necessidade de abertura de um concurso público para a Câmara. “Ele ficou nervoso e me ameaçou, em áudio, dizendo que hora da Janaina iria chegar e que iria propor um processo de cassação do meu mandato. Ameaçou um procurador e um técnico de informática, que foram exonerados durante um processo administrativo”, conta. O pedido de exoneração teria partido do advogado de Marquinho, diz Silva. Seria o mesmo que levou Letícia à delegacia para depor contra ele e Janaina. Marquinhos disse que toda denúncia protocolada por eleitores deve ser lida na primeira sessão posterior a isso. “Eu tenho que seguir a lei. Agora, a comissão avalia a defesa e decide se arquiva ou não a denúncia”, argumenta. O presidente nega perseguição política e afirma que processará o casal por usar a imagem dele de forma constrangedora em redes sociais. Relembre o casoWhelliton foi acusado de estupro, coação e tráfico de influência. O inquérito policial foi arquivado pelo Poder Judiciário, após manifestação do Ministério Público. A comissão criada na Câmara de Praia Grande, aberta para investigar as alegações de Letícia, também foi arquivada. Atualmente, Leticia move ações trabalhista e civil contra o casal e Whelliton e Janaína apresentaram queixa-crime contra a acusadora e um boletim de ocorrência por ameaça. Janaína e Whelliton também registraram boletim de ocorrência acusando a advogada Letícia Natasha Cunha e Silva de receber financiamento indevido (patrocínio infiel) para defender Letícia. Leia mais em:Câmara de Praia Grande analisa cassação de vereador acusado de estupro, rachadinha e abuso de poderJustiça arquiva inquérito contra ex-atleta de Flamengo e Santos suspeito de estupro em Praia GrandeEx-jogador do Santos, vereador de Praia Grande processa mulher que o acusou de estuproCâmara de Praia Grande arquiva denúncias contra o vereador Whelliton Silva, ex-jogador do SantosPai de mulher que acusou vereador de Praia Grande de estupro alega que a filha está sendo 'usada'