[[legacy_image_296708]] Uma tartaruga-gigante em avançado estado de decomposição foi encontrada morta e encalhada na manhã desta terça-feira (12) em Praia Grande. Considerado raro e em risco de extinção, o animal foi visto na beira do mar no bairro Jardim Flórida. (Veja em vídeo mais abaixo) De acordo com o Instituto Biopesca, o animal se trata de uma tartaruga-de-couro (Dermochelis coriacea), conhecida também como tartaruga-gigante. Ela foi recolhida pela equipe de campo do Instituto Biopesca, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Eles foram chamados pelo Grupamento Costeiro da Guarda Civil Municipal (GCM). Após ter sido resgatada com o auxílio de uma retroescavadeira, a tartaruga foi levada para a Unidade de Estabilização de Animais Marinhos do Instituto Biopesca, também em Praia Grande, onde foram realizadas a sua biometria e a necrópsia. Os exames concluíram que era um animal juvenil macho, com 1,62 metros de comprimento total e pesava 134 quilos. No interior da tartaruga, em seu intestino grosso, foi encontrado um sachê de molho de pimenta. Porém, devido ao avançado estado de decomposição do animal, não foi possível determinar se isso teria causado sua morte. Cena raraDe acordo com o biólogo Ricardo Samelo, o animal é nomeado de gigante pois pode chegar a 1,80 metros de comprimento de carapaça, e seu comprimento total pode ultrapassar 2 metros. Ela se alimenta de zooplancton, cnidários (águas-vivas) e tunicados (salpas). O especialista cita que, normalmente, a espécie procura praias no Brasil para desovar, com preferência pelo litoral norte do Espírito Santo. “São animais que vivem a vida inteira no oceano, procurando terra firme apenas para desovar”. “Muitas vezes esses animais acabam ingerindo plástico que está à deriva nos oceanos por confundirem os mesmos com os elementos de sua dieta, de animais de corpo mole. Por vezes a necrópsia revela grande quantidade de plástico no trato digestivo destes animais”, ressalta o biólogo. BiopescaO Instituto Biopesca monitora as praias de Peruíbe e Praia Grande, e é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.