[[legacy_image_270311]] Síndica de um condômino de Praia Grande, Roberta Silva Vieira, de 41 anos, afirma que foi agredida por um casal de moradores do prédio: uma mulher, de 30 anos, e o marido dela, de 36 anos. De acordo com a síndica, tudo começou depois que a moradora - que vive no local de aluguel desde fevereiro deste ano - começou a usar o apartamento para fins comerciais, oferecendo serviços de estética, o que não é permitido. A situação foi parar na delegacia da cidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “É um condomínio residencial e quando ela locou esse apartamento não era para isso. Entrei em contato com ela, conversei, expliquei que a maioria dos condóminos tem (mais) idade e que isso gera um fluxo de pessoas que nem estamos preparados para atender. Tentei amenizar, mas ela fingiu que nada estava acontecendo”, explica a síndica. Mesmo com a conversa o problema continuou, alega Roberta. No dia 16 de maio ela notificou oficialmente a dona do imóvel e multou a inquilina, que foi com o marido até o apartamento da síndica tirar satisfação. “Eles foram até minha porta já me ameaçando, dizendo ‘vou pegar você e seu filho no caminho da escola’. Nesse momento já liguei para a advogada e ela orientou a fazer um boletim de ameaça. No dia seguinte, acordei cedo, fui à padaria para comprar pão e quando voltei ela foi na minha porta e começou a discutir. Foi então que pedi para chamarem a polícia”, explica. [[legacy_image_270312]] Até a polícia chegar, Roberta conta que a mulher invadiu sua casa, na intenção de pegar o celular dela, já que ela estava gravando a discussão. Nesse momento é que teria começado a agressão. “Ela tentou pegar meu celular. Só que ela entrou (na casa), tentei puxar (para tirar da casa), mas quando a puxei, o marido dela veio por trás, me arremessou no chão e me golpeou com vários golpes de socos, pegou minha garrafa térmica que estava em cima da mesa. Foi o momento mais de terror que eu vivi", relata. Quando a polícia chegou ao local, encaminhou a Roberta ao Hospital Irmã Dulce e os outros foram levados à delegacia, onde um boletim de ocorrência de lesão corporal e ameaça foi registrado. Em depoimento, a suposta agressora contou que havia um acordo verbal com Roberta para que ela pudesse atender clientes em seu apartamento e que a discussão aconteceu porque a síndica não teria deixado uma cliente dela entrar. Depois da briga, Roberta contou que, para a segurança dela e de seu filho de 10 anos, saiu do apartamento, mas que continua atuando como síndica e que medidas estão sendo tomadas para que o casal deixe o prédio. “Fizemos um abaixo-assinado, para ver se conseguimos tirá-los o mais rápido possível”, conclui. A Tribuna entrou em contato com os acusados, que disseram que "está tudo correndo judicialmente e não têm nada a declarar".