A família de Emerson pede ajuda para encontrar notícias ou o paradeiro do sargento aposentado de Praia Grande (Arquivo pessoal) Quase um ano após o desaparecimento do sargento aposentado da Polícia Militar Emerson Lorençato Lopes, de 51 anos, a família ainda busca respostas e convive com a incerteza do que aconteceu. Morador de Praia Grande, no litoral de São Paulo, o PM sumiu em julho de 2025 e, até agora, não houve nenhuma pista concreta sobre seu paradeiro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em abril de 2026, a situação permanece a mesma: Emerson continua oficialmente desaparecido. Segundo a irmã, Leide Lorençato Lopes dos Santos, não houve qualquer avanço significativo nas investigações desde então. “Não temos nenhuma pista. Ninguém entrou em contato, ninguém viu ele. É como se tivesse sumido do mapa”, relata. De acordo com a família, não houve registro de ligações, mensagens ou denúncias anônimas que possam ajudar nas buscas. Também não há relatos de avistamentos do ex-policial desde o desaparecimento. As investigações seguem sob responsabilidade da polícia, mas, conforme os familiares, não houve retorno efetivo até o momento. A quebra de sigilo telefônico chegou a ser realizada, porém não trouxe resultados relevantes para o caso. Outro entrave apontado pela família foi o tempo para a comunicação do desaparecimento. Segundo relato, imagens de câmeras de segurança do edifício onde Emerson morava não estavam mais disponíveis quando o caso foi formalizado, o que dificultou a análise de seus últimos passos. Uma das poucas informações obtidas foi uma geolocalização do celular, que indicou passagem por Itanhaém. No entanto, não houve desdobramentos a partir desse dado. Além disso, não foi identificada qualquer movimentação bancária após o desaparecimento. A família confirma que Emerson enfrentava dificuldades financeiras, com empréstimos e dívidas, embora o valor exato não tenha sido levantado. O estado emocional dele também preocupava. “Ele estava depressivo, diabético e parecia confuso nos dias antes de sumir”, conta Leide. Diferentes hipóteses Diante desse cenário, diferentes hipóteses são consideradas. “Tudo é possível. Ele pode ter tido um surto, pode estar vivendo como andarilho… Mas não sabemos de nada concreto”, afirma a irmã. O impacto do desaparecimento prolongado é profundo. “Estamos angustiados”, resume Leide. A família cobra uma resposta das autoridades. “Queremos um parecer. Precisamos saber o que aconteceu, onde ele está”, diz. Enquanto isso, os parentes seguem mobilizados e pedem ajuda da população. Qualquer informação que possa contribuir com o caso pode ser repassada pelo telefone disponibilizado pela família: (13) 920009723, com Ademilson. O caso continua sendo investigado, mas, para quem espera notícias há meses, o tempo só aumenta a dor da incerteza.