[[legacy_image_303124]] O Instituto Bioespeca de Praia Grande fez um alerta sobre o impacto do plástico no ambiente marinho, nesta sexta-feira (6). Imagens de um peixe robalo com um lacre redondo preso em sua cabeça foram divulgadas em suas redes sociais. O animal foi pescado ainda com vida pela rede de um pescador e, em seguida, foi entregue ao instituto com lesões profundas, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a postagem, o robalo que tinha pouco mais de 20 centímetros, foi encontrado no Canto do Forte, em Praia Grande, no dia 22 de setembro. “Esse é mais um dos casos que comprova a enorme quantidade de plástico presente nos mares e oceanos, reforçando a previsão que daqui a 27 anos, haverá mais desse material do que peixes nos oceanos”, disse o Biopesca. Em entrevista à Tribuna, o biólogo Eric Comin explicou que o robalo é uma espécie muito comum em todo litoral paulista, podendo ser encontrado em bacias, estuários e manguezais. Porém, Eric faz uma advertência para a atividade pesqueira. “A pesca coloca a espécie em risco e as redes de captura acabam sendo as principais vilãs. Isso sem contar com a questão do lixo nos mares e oceanos. É preciso levar em consideração o quanto de plástico esses animais ingerem diariamente, afetando na produção hormonal de diversas espécies”, explicou. Eric ainda pontua que o descarte de materiais como este deve ser feito de forma consciente. Ainda que o material seja descartado corretamente, vale lembrar de cortar lacres como esse para evitar que esse tipo de situação volte a acontecer novamente. Caso algum animal seja encontrado nessas circunstâncias, é preciso retirar o material e devolvê-lo para o habitat natural. Reciclagem no paísDe acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas a cada ano no mundo. Metade é projetada para ser usada apenas uma vez e, desse total, menos de 10% é reciclado. No Brasil, os índices de reciclagem não passam de 2%.