[[legacy_image_255910]] A mãe da bebê, de 1 ano, que morreu menos de cinco horas após ser atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Samambaia, em Praia Grande, acusa o médico que atendeu a criança de rabiscar no prontuário a medicação que receitou para a paciente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Raphaela Aparecida de Carvalho, de 22 anos, teve acesso ao documento nesta terça-feira (21) e se surpreendeu ao ver a rasura exatamente no local da medicação. “Está sendo bem complicado, cada dia uma nova surpresa. Peguei o prontuário ansiosa para ver qual o remédio que ele deu”, afirma a mulher, que não tem conhecimento da medicação que pode ter causado a morte da filha. No início do mês, Laís Isabella da Silva foi para a UPA com febre e vômito e faleceu após ser medicada. Ela teve cinco paradas cardíacas e o médico responsável pelo atendimento chegou a ser afastado do cargo. “Parece um pesadelo, esse cara (médico) é um monstro, estou sem acreditar até agora”, desabafa a mãe. Apesar da declaração de óbito constar a causa da morte como suspeita de intoxicação exógena, o motivo ainda não foi confirmado. Segundo Raphaela, o laudo que apontará as medicações que foram dadas à criança é feito em São Paulo e demora de 60 a 90 dias para ficar pronto. Enquanto isso, a angústia continua. “A ficha ainda não caiu, estou resolvendo as coisas dela, sem trabalhar, sem comer, vivendo à base de remédios”, relata, dizendo que até sua outra filha está doente devido ao falecimento da irmã. LEIA MAISBebê de 1 ano morre após receber remédio e ter cinco paradas cardíacas em Praia Grande; VÍDEOMédico que receitou injeção para bebê que morreu após paradas cardíacas é afastado em Praia Grande “É um turbilhão de pensamentos. [...] A única resposta que eu tive é que o médico foi afastado, mas quem me garante que foi? Eu quero justiça pela minha filha, porque ela estava ótima, não tinha nada”, diz a mãe, que também reivindica para que outros pais não passem pela mesma situação. “Não desejo nem para o meu pior inimigo”. Segundo Raphaela, além de rabiscar o medicamento receitado, o médico também colocou um depoimento escrito à mão no prontuário dizendo que a mãe não avisou sobre a febre de Laís e citando apenas Decadron e soro como medicações. “Porque é o que eu lembro, mas desde o dia, eu perguntei quais os outros (remédios) que ele deu junto com o Decadron e ele não fala”, finaliza. Em nota, o Complexo de Saúde Irmã Dulce, do qual a UPA Samambaia faz parte, afirmou que a sindicância interna para averiguar todos os fatos sobre a situação em questão está em andamento e aguarda o laudo do IML para a conclusão do caso. “A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande explica ainda que está acompanhando o processo e se pronunciará ao final da sindicância”, diz o comunicado.