Segundo munícipes, nenhuma unidade tem o equipamento necessário na cidade (Alexsander Ferraz/ AT) A rede de saúde de Praia Grande está sem sondas de aspiração traqueal há cerca de três meses. Pacientes relataram à reportagem de A Tribuna que a Prefeitura chegou a pedir equipamentos emprestados para municípios vizinhos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A sonda é usada para aspirar secreções traqueobrônquicas e orofaríngeas por sucção em pacientes impossibilitados de eliminar sozinhos as secreções. Segundo a pedagoga Cecília Amara Borges, de 41 anos, nenhum posto de saúde na cidade tem a sonda. "Meu filho Pedro têm Síndrome de Edwards e faz uso de traqueostomia (uma incisão externa na traqueia com uma cânula para que o ar possa entrar), mas eles não estão fornecendo mais a máquina e, agora, temos que comprar". Com isso, Pedro foi excluído das sessões de terapia com a fonoaudióloga, observa a mãe. A Síndrome de Edwards é causada por uma anormalidade genética, que gera defeitos congênitos graves e dificuldades para comer e respirar. É uma doença extremamente rara, detectada a cada 8 mil nascimentos no Brasil. A comerciante Mariana Gonçalves, de 32 anos, também tem um filho que faz uso da traqueostomia. "Minha família está tendo que tirar do próprio bolso, sendo que a sonda poderia ser fornecida pelo município", pondera. Traqueostomia é uma incisão externa na traqueia para receber oxigênio (Reprodução) "Um mês entenderíamos, às vezes é um problema e nós nos viramos. Mas três meses? O que está acontecendo com a Prefeitura?", indaga a comerciante. Posicionamento Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que, no momento, há falta das sondas nº 6 e nº 8, porém existe uma compra em andamento, com previsão de chegada dos insumos entre 15 e 30 dias. A Secretaria de Saúde ressaltou que há no estoque outros tamanhos de sonda e, em caso de necessidade, a equipe médica pode avaliar o paciente para verificar a possibilidade da utilização de outra numeração disponível.