Formada pelos fortes Duque de Caxias, Jurubatuba e General Rego Barros, a Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, reúne estruturas subterrâneas (Dyego Fotos) Formada pelos fortes Duque de Caxias, Jurubatuba e General Rego Barros, a Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, reúne estruturas subterrâneas únicas no Brasil — incluindo elevadores de munição ainda preservados. O lugar guarda histórias curiosas, como a de uma fortificação construída durante a Segunda Guerra Mundial que nunca chegou a ser utilizada na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Forte General Rego Barros contava com um túnel de acesso ao sistema de canhões, além de posto de observação e posições para peças de artilharia de 280 milímetros. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, porém, nunca chegou a receber os armamentos previstos e acabou perdendo sua função, como explica o historiador Cláudio Sterque. “Hoje, repousa no Itaipu como uma das grandes obras de engenharia do Exército e seu subterrâneo é desconhecido por muitos. O Forte Jurubatuba, por exemplo, tem no seu subterrâneo algo inédito em todo o Brasil em uma fortificação: dois elevadores mecânicos, que serviam para levar munição do subterrâneo até os canhões que ficavam do lado externo. Os elevadores ainda estão lá”, conta o historiador. Segundo Sterque, o Forte Duque de Caxias, construído em 1918, também tem uma área subterrânea, conhecida popularmente como masmorra. O historiador acrescenta que há uma crença de que, durante o regime militar, presos políticos ficaram no local, porém isso não corresponde à verdade. “Ficaram no máximo 28 dias em uma casa detidos na Fortaleza (de Itaipu)”, afirma. Já o Forte General Rego Barros foi construído durante a Segunda Guerra Mundial e, com o término dela, nunca entrou em operação, sendo o último forte construído na costa brasileira. O Forte Jurubatuba, por sua vez, foi construído em 1919 e bombardeado em 1932, como esclarece o historiador.