Praia Grande tem rede de “vias subterrâneas”, por onde a água da chuva percorre a cidade (Divulgação / Prefeitura de Praia Grande) Debaixo das ruas e avenidas de Praia Grande, no litoral de São Paulo, existe uma verdadeira rede subterrânea por onde passam as águas da chuva. O sistema de drenagem do município da Baixada Santista conta com mais de 62 quilômetros de canais espalhados pela cidade — alguns fáceis de ver a céu aberto e outros escondidos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Muita gente nem imagina, mas passa diariamente sobre um desses canais na Avenida São Paulo, no bairro Guilhermina. Isso porque, segundo a Prefeitura, o trecho foi coberto e transformado em espaço para a implantação de uma ciclovia. Os canais de Praia Grande possuem diferentes características: alguns são artificiais, construídos por máquinas, como o Acaraú-Mirim; outros permanecem abertos, caso do Xixová, e há ainda os fechados, como o da própria Avenida São Paulo. É por essas “vias subterrâneas” que a água da chuva percorre a cidade da Baixada Santista. O caminho começa nos bueiros, segue pelos canais e termina nos rios que cortam o município (Branco, Preto e Piaçabuçu) ou na praia. Manutenção Em cidades como Praia Grande, fatores como o grande número de moradores, o volume elevado de chuvas e a proximidade do mar impactam diretamente o escoamento da água. Por isso, manter um sistema de drenagem eficiente é essencial para prevenir alagamentos, erosões e outros problemas ambientais, como a poluição de rios e das praias. Segundo a Administração Municipal, a manutenção dos canais é realizada a cada três meses. O serviço inclui o desassoreamento, responsável pela retirada de sedimentos acumulados no fundo dos canais, além da capinação das margens para remover a vegetação excessiva. Também são feitas inspeções periódicas para identificar possíveis erosões, fissuras e pontos de obstrução ao longo da estrutura. Microdenagem A etapa mais visível de todo o sistema é a microdrenagem, estrutura fundamental para evitar o acúmulo de água em ruas e calçadas durante períodos de chuva forte. Em Praia Grande, a rede conta com 21.098 bocas de lobo, 530 bueiros e 12.351 poços de visita distribuídos pela cidade. De acordo com o subsecretário de Áreas Verdes e Resíduos, da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb), Marcelus Condé Machado, a gestão eficaz das águas pluviais em áreas urbanas é um dos desafios mais críticos enfrentados pelas cidades modernas. “Sem um sistema adequado, a água da chuva pode infiltrar-se no solo e causar erosões, comprometendo a estabilidade de edificações e vias. Ao conduzir essa água para pontos de descarte seguros, o sistema protege os investimentos públicos e privados em infraestruturas, evitando desastres, reparos e interdições, o que se reflete em bem-estar para a população”, pontua o subsecretário, por meio de nota.