O Centro de Lazer dos Comerciários tem 169 apartamentos, que acomodam até seis pessoas em cada um (Fecomerciários/Divulgação) Conhecida por suas praias extensas e urbanizadas, Praia Grande, no litoral de São Paulo, guarda um título pouco explorado fora da região: o de maior complexo de colônias de férias da América Latina. Localizado na emblemática Avenida dos Sindicatos, o conglomerado reúne 30 unidades, com capacidade total superior a 7 mil leitos — número que reforça a importância da cidade como polo de turismo social. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo levantamento da Divisão de Planejamento da Subsecretaria de Turismo, atualizado em março de 2025, as colônias de férias da avenida somam 7.867 leitos. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, informa que não há, até o momento, registro em nenhuma outra cidade latino-americana de uma concentração semelhante de hospedagens destinadas exclusivamente ao lazer de trabalhadores e seus dependentes. O conjunto de colônias surgiu como uma forma de garantir o acesso ao lazer e ao descanso para milhares de trabalhadores sindicalizados, principalmente a partir da década de 1970. A mais antiga delas pertence ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias Paulistas e foi inaugurada em 16 de janeiro de 1970. Desde então, o modelo se consolidou como parte do calendário turístico da cidade, atraindo visitantes principalmente nas férias escolares e feriados prolongados. A maior delas A maior unidade em número de leitos é a do Centro de Lazer dos Comerciários, administrada pela Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários). Com estrutura que inclui piscinas, áreas esportivas, restaurantes e espaços de convivência, o centro se tornou uma referência nacional em turismo sindical. O impacto econômico dessas colônias vai além da hospedagem. A Prefeitura destaca que o aumento do fluxo turístico impulsionado pelas colônias movimenta setores como comércio, alimentação, transporte e serviços, fortalecendo a economia local e gerando empregos. Restaurantes, padarias, farmácias e ambulantes veem no turismo sindical uma fonte constante de renda, especialmente em períodos de alta temporada. Além da infraestrutura de lazer, muitas colônias mantêm projetos sociais e culturais voltados às famílias trabalhadoras, o que contribui para o fortalecimento do turismo de base comunitária. Em alguns casos, há ainda atividades abertas ao público, como feiras, apresentações culturais e eventos esportivos. Outro reflexo positivo do complexo é a valorização urbanística e simbólica da Avenida dos Sindicatos, que se tornou um marco da cidade, juntando-se a tantos outros atrativos turísticos como a Estátua de Netuno, escultura em bronze localizada na orla da Cidade Ocian, Fortaleza de Itaipu, Palácio das Artes, Praça da Paz e claro, os cerca de 22, 5 km de orla de praia com infraestrutura e ciclovia.