Isolamento é uma das mudanças de comportamento que podem caracterizar uma criança abusada (Pixabay) Praia Grande vai reforçar as ações de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes durante este mês. A iniciativa faz parte do Maio Laranja, que tem o objetivo de dar visibilidade ao tema e conscientizar a população. O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Augusto Schell, explicou que haverá uma programação ampla na Cidade, com ações nas escolas municipais e estaduais, nas unidades de saúde, além da entrega de panfletos. Nesta quinta-feira (15), haverá um evento para discutir o tema na Secretaria de Educação, aberto a todos. A programação terá palestras e seminários. O trabalho nos colégios começou ontem, na Escola Estadual Balneário das Palmeiras, que recebeu um workshop. Até o fim do mês, mais escolas vão receber essa iniciativa. “O diálogo e a exposição dessa temática fazem toda a diferença para pensarmos em soluções para combater o abuso e a exploração sexual de jovens e crianças. Por isso buscamos sempre envolver a população para conscientizar e alertar sobre as formas de denúncia”, salientou Schell, que pontuou que a maioria dos casos acontece na área intrafamiliar, com abusos por parentes e vizinhos, o que dificulta a denúncia. Mudança de atitude De acordo com os dados da Campanha Maio Laranja, a cada hora, três crianças são abusadas no País. A maioria das vítimas são crianças entre 1 e 5 anos. O psiquiatra Thyago Henrique explica que as vítimas podem desenvolver uma série de problemas por conta da violência sexual, como o transtorno do estresse pós-traumático, ansiedade, depressão e medo extremo de situações parecidas. Thyago também fala sobre a necessidade de observação de mudanças bruscas de comportamento nas crianças, que tendem a ficar mais isoladas. “Se uma criança for abusada por uma pessoa mais velha com barba, poderá ter medo de pessoas com a mesma característica.” Ainda segundo ele, muitos pedófilos foram vítimas de abuso infantil.