[[legacy_image_357748]] Pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II, no bairro Nova Mirim, em Praia Grande, estão sendo afetados pela falta de terapeutas na unidade. Segundo relatos enviados à reportagem de A Tribuna, os profissionais não têm estado disponíveis e vivem remarcando as consultas. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Fabiana de Queiroz Benetton, de 42 anos, é mãe de um portador de autismo com Síndrome de Asperger, caracterizada pela dificuldade de interação social. Segundo ela, o filho precisa dos serviços do Caps e não tem podido contar com eles. A mãe conta que foram marcadas sete consultas com dois especialistas diferentes, sendo quatro no mês de abril, mas nenhuma foi realizada. "Eles marcam, mas, quando você chega lá, cada dia é uma desculpa. Deixam a gente esperando uma, duas, três horas para falar que não vão atender", relata. "Meu filho tem 21 anos e precisa dessa terapia. Ele é medicado, mas tem vários surtos e tentativas de se machucar. Não pode ficar sem o tratamento. Só consegui que ele fosse atendido no Caps uma vez, porque dei um show muito grande", afirma. Fernanda acrescenta que entrará em contato com a Secretaria da Saúde para buscar um posicionamento e trocar de Caps, pois a unidade é destinada conforme a região de moradia da pessoa. Em nota, a Prefeitura de Praia Grande alegou que os atendimentos e terapias estão ocorrendo normalmente na unidade e que situações pontuais podem ser tratadas diretamente com a supervisão do local, "a qual poderá prestar todos os esclarecimentos necessários ao paciente". A Secretaria de Saúde Pública informou que as consultas com a terapeuta ocupacional foram remarcadas devido a um problema de saúde da profissional, que ficou afastada por dez dias. Aequipe irá agendar novas datas para dar prosseguimento aos atendimentos.